Morosidade causa prejuízo a muita gente

Por Redação da Folha – Se a Justiça já é por natureza morosa, na comarca de Itaporanga, que compreende sete municípios e é uma das mais abrangentes do estado, esse problema está bem mais agravado: a falta constante de juízes e a insuficiência de pessoal dentro dos cartórios emperram o andamento processual e prejudica muita gente.
Os que mais sofrem são os idosos que pleiteiam no judiciário uma aposentadoria depois que tiveram negado o benefício administrativamente. Há processos de aposentadoria que tramitam há anos na comarca sem julgamento, e, em outros casos, a sentença já foi prolatada, mas não há movimentação processual há meses, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).
Há na comarca local, por exemplo, uma petição de aposentadoria em favor de um idoso distribuída em setembro de 2010: de lá para cá já se passaram dois anos e meio e nada de despacho, e, desde outubro do ano passado, o processo não é movimentado. Em outro caso, uma ação por danos morais e materiais distribuída há três anos está concluso para sentença há seis meses, mas sem solução à vista. Esta semana, por exemplo, o serviço de telejudiciário não funciou e, para piorar a situação, atuamente o fórum (foto) conta com apenas uma juíza, que se divide entre Itaporanga e Coremas. A outra magistrada, também nomeada recentemente, entrou de férias.
O principal culpado por este caos que se estabeleceu na comarca local e em outras do interior é o próprio Tribunal de Justiça, que abriu dezenas de novas Varas no litoral sem juízes suficientes para supri-las, motivando muitos magistrados interioranos a migrarem em direção a João Pessoa.
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