quinta-feira, 4 de abril de 2013

OS 'CORONÉIS DE OUTRORA' E O IFPB JÁ

OS 'CORONÉIS DE OUTRORA' E O IFPB JÁ 
( TITICO PEDRO. Do Itaporanga. net)


Os Coronéis e Capitães, que não mais existem!

O Brasil, há tempos atrás, na chamada “República Velha”, mantinha o poder central sediado na cidade do Rio de Janeiro, que fora transferido, após célere construção pelo Governo do Presidente Juscelino Kubistchek (PSD o hoje PMDB) e inauguração em 1960. A cidade de Brasília, que fica localizado num serrado, localizado no Estado de Goiás, passou a sediar a capital do Distrito Federal, com o único propósito de uma cidade neutra, capital de todos os brasileiros e, por conseguinte ,dos outros poderes Legislativo e Judiciário.

Não existia, como hoje, um governante, nem um legislativo distrital e federal também, e nem tão pouco um judiciário, todos com vida própria independente, tal qual acontece com os Estados brasileiros. Ao longo do tempo tudo foi modificado e o que vemos hoje é o DF transformado num Estado membro da Federação, igualzinho aos Estados integrantes do Estado Brasileiro.

Como é importante poder compreender a constante evolução de tudo quanto existe no planeta terra, inclusive e, mais precisamente, com as criaturas de um só criador, que nos torna seres, iniciando todos, pelo primeiro estágio, que vem com o átomo e, paulatinamente, nos levando à perfeição, à angelitude, nas constantes idas e vindas, no caminho da eternidade, que a todos nos é garantido.
Com essa lembrança me vem à mente a recordação do Café de Marcolina, localizado no início da Avenida Getúlio Vargas, bem próximo ao paço municipal onde se encontra o moderno prédio construído pelo saudoso Derly Carvalho, hoje propriedade do bem sucedido, mega empresário, Cícero Carneiro, que contou sempre com a participação da sua companheira indispensável, Madalena de Alberto Campos ‘in memoria’ e nossa dona Iraci.

Naquele tempo esse humilde estabelecimento era rico conhecimento, pois os frequentadores assíduos dominavam os integrantes do judiciário, principalmente, a exemplo dos saudosos Juízes de Direito, Manoel João da Silva (Desembargador), Ruy Formiga Barros, Euclides Carvalho Neto e o Doutor Orpheu Ferreira Caju, minha luz a quem lhe sou eternamente grato; Edila Cavalcante, Felinto Saturnino, Zé Basílio, Toinho Augusto, Zé Barros Sobrinho, Chico Vieira, Teódula Vieira, Luiz Inácio... Isso é o que me recordo dentro do judiciário, mas presenciava também o Deputado Balduino Carvalho, ex-prefeito Sinval Mendonça, Áurea Gomes Nunes, José Augusto de Carvalho e outro número bem maior. A Cultura, a Educação, a revolução de 64, no seu auge, nos costumes exercitados no passado e até a figura dos Coronéis, majores, capitães e em menor escala os tenentes.

Como era aparentemente fácil conseguir essa patente, pois o importante é que o seu portador possuísse grandes fortunas. Em Itaporanga eu me recordo ainda do Major ‘Quinquim Martins’, Major Chico Nitão, Capitão Marcelino Diniz, e mais distante o Coronel Zé Pereira. Geralmente esses famosos graduados tinha que ser dono de grande quantidade de terra, possuidores de escravos, os nossos irmãos assim tratados e importados da África, onde predomina mais a raça negra.

Era interessante o bate papo. Ainda me recordo de uma conversa-comentário travada pelos saudosos João Crizanto, Zé Basílio, Severino Clementino Zé Barros, Manoel Polindório e outros mais, e eu no meio escutando e admirando os relatos.

Surgiu a estória do “Capitão” Antônio Mateus, lá das bandas da vila Vazante, que mantinha um relacionamento político bastante jocoso. O acontecido, se trouxermos para a atualidade, e mais precisamente à comparação que pretendo fazer, ao final desse relato.

É que o ‘capitão’ Mateus mandou ao Rio de Janeiro, para procurar o amigo deputado e arranjar com ele um emprego e como não tinha a facilidade de hoje, mandou uma carta para o filho entregar ao deputado.

Na carta, resumidamente, do teor seguinte:
"Compadre Doutor-deputado J... o meu filho, que leva essa carta, quer morar aí no Rio de Janeiro e o compadre arranje um emprego bom prá ele". 

O capitão gozava de influente prestigio, tanto em Itaporanga, como esse deputado, que tinha também irmão um senador. O Deputado ao ler à missiva, coçou a cabeça e viu do vinculo que unia ao remetente, influente cabo eleitoral e cheio de dinheiro, que patrocinava o boi da eleição, em todo o vale. Pediu os documentos do rapaz, um a um, começando pelo título, o rapaz apresentou: registro civil, reservista, carteira de identidade, de motorista. O camarada apresentado ao Deputado aperreou-se, porque de certo não queria atender o pleito. Pediu, finalmente, o Batistério o que o rapaz não havia levado e com isso o Deputado chegou a verter lágrimas de crocodilo e lamentou por não dar o emprego e assim negar o pedido do amado amigo, seu escudeiro, na caça de votos, em troca do boi no dia da eleição.

Isso me vem à vontade de comparar, na atualidade, com o que acontece com nós mortais do vale do Piancó. Em 2005 o vale foi contemplado como Campus da UFCG,  tendo sua sede em Itaporanga. O Prefeito Porcino ficou feliz e o Deputado Djacir mais ainda. Passou o governo de Antônio Porcino com o assunto cozinhando em banho Maria. A FUNCAR foi comtemplada com a Rádio Comunitária e eu reiniciei um programa antes apresentado na Rádio Cidade de Piancó. Em 2009, com a continuidade do programa, reaqueci a panela que efervesceu com o engajamento do então Vereador Herculano, ex-prefeito Silvino, e uma séria de bons companheiros atraídos por Herculano, até o nosso Ricardo Pereira, incompreendido por alguns colegas, que ensejou a saída de outros que querem crescer sem oportunizar o crescimento a outrem.

Muito bela a Festa cívica da Praça Monsenhor Sinfronio, à frente o nosso batalhador Herculano Pereira, que sempre demonstra amor a Itaporanga e que luta pelos reais interesses de sua população. Reitores, Deputados Federais e Estaduais, Prefeitos, Vereadores a representação das escolas públicas e privadas. Discursos os mais diversos.  O assunto chegou ao fim sem nada de positivo alcançado.
Luzia, esta se mostrou guerreira até sepultar-se a esperança de Campus Universitário da UFCG. Depois, a história em voga do Campus do IFPB, dispensado de registro porque está nas conversas desencontradas dos políticos, governos federal, estadual e municipal também tendo o Doutor Ridelson, nosso conterrâneo e coordenador do Instituto para o trabalho.

A Câmara de Vereadores aprovou requerimento do Vereador Ubiramar solicitando a presença do IFPB através do seu representante o Doutor Ridelson . Ontem liguei para o Presidente Jaklino Porcino e ele me assegurou que o ofício já havia sido encaminhado e estava sem nenhuma comprovação do seu recebimento pela reitoria. Ato contínuo contatei o Doutor Ridelson que ficou surpreso com a informação e me daria retorno logo mais acerca da mensagem, isso foi ontem e até agora, 17h48 estou aguardando e sem nenhuma resposta. O que não sei informar. Apenas arrisco-me a acreditar que tudo não passa de uma arquitetada invenção de quem deseja o continuísmo do casuísmo impregnado Vale do Piancó afora.

É bom que o combativo Vereador Ubiramar e,  os demais pares,  ajam energicamente neste assunto. Lamentavelmente a voz do ex-Vereador progressista, Herculano Pereira, não se encontra na casa Adauto Antônio Araújo. Mesmo assim espero que os outros interessados, a exemplo demonstrado do nosso Edilmo e outros mais, busquem fazer, o que já teria acontecido, bastasse a abençoada mão dos saudosos Soares Madruga e Zé Sinfronio, tudo isso já estaria funcionando plenamente.

* Enviando por Reynollds Augusto

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