
Qual é o Seu Reino?
(Reynollds Augusto)
Confesso a vocês que eu estou entusiasmado com esse grupo de estudos, que formamos esse ano para estudar a filosofia de vida de Jesus, à luz da psicologia profunda, na visão penetrante do espírito Joana de Angelis. A veneranda tem um histórico de vida que toca fundo a alma, nos permitindo entender, em profundidade, a “simples profunda” mensagem de Jesus, tão distorcida e malbaratada pelos pobres interesses humanos.
Outro dia eu vi na net, uma bispa vendendo o “perfume de Jesus”. E o pior é que tem gente que compra. De outra sorte, outro representante religioso, estava vendendo uns tijolos, caro para "dedéu", sob o pretexto de que a ação era uma forma de construir a sua vida. Agora, faço minhas as palavras do meu colega Oficial de Justiça Zé Nilton, “cabra” probo e que é amigo de verdade:
- É brincadeira!
É claro que o sentido do dízimo é espiritual e passa longe desses interesses hodiernos, dos vendilhões dos templos atuais. A proposta é simples, doar um pouco do muito que temos, que não é nosso, para ajudar os que estão em situações difíceis, pois no fundo, no fundo, esses irmãos, em situação social irregular, estão assim por nossa culpa, espíritos atrasados, imaturos egoístas, que quer tudo para si e nada para os outros. A sociedade divide mal, pois os seus componentes, pelo menos a maioria, não aprendeu a dividir. Nada a ver com castigo de Deus, ou interferência do “coisa ruim”, que não existe. O desequilíbrio social é coisa nossa mesmo.
Ajudar uma instituição de caridade, promover o bem. Eleger algum estabelecimento social sério, que promova o bem, independente de rótulo religioso. Aqui mesmo, em Itaporanga temos muitas. A casa do menor, quem tem sob a administração a grande ANatália, da Igreja Católica. Temos, também, o Centro Espírita Seareiros do Bem, da cidade de Boa Ventura, que realiza um trabalho voluntário com mais de 150 crianças carentes do bairro Arcênio Alves e muitas outras instituições não religiosas, que também fazem o bem. Quem não pode dar dinheiro, dá um pouco de si mesmo, pois a vida física escorre pelas mãos e, como disse Jesus, o “dono” vai pedir contas do que fizemos do nosso patrimônio e do nosso tempo.
“Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos foi preparado desde o princípio do mundo; - porquanto, tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; careci de teto e me hospedastes; - estive nu e me vestistes; achei-me doente e me visitastes; estive preso e me fostes ver.” (S. LUCAS, cap. X, vv. 25 a 37.).
Muito agradável o estudo da noite de ontem. Aprendemos que há uma jurisdição divina que dá cada um o que é seu, na medida de sua condição e necessidade de evolução. Há uma ordem dentro da desordem, que na verdade é uma ordem estabelecida pela lei da causa efeito, nos levando ao equilíbrio. A paternidade divina “interfere” para produzir equilíbrio em nossas vidas, quando estamos aptos a receber essa “ajuda”. Afinal, “qual o pai que dá uma pedra ao seu filho, quando ele lhe pede pão”. Deus sabe o que é bom para nós e o que precisamos para alcançar o apogeu.
Muitas vezes pedidos de uma forma, ele decodifica e dá de outra, mas não deixa sem resposta. Mas para isso é preciso que estabeleçamos em nós, a harmonia que ajuda à produção desses fenômenos extraordinários, que não são milagres, pois Deus, não derroga as suas leis. Se merecermos e for bom para nós, a vida ajuda e nos dá um “empurrãozinho” para nos direcionar à busca da luz. Nada de tijolos, perfumes, água do rio Jordão, e todas essas bobagens que nos distanciam da proposta de Jesus, que é reforma interior.
Os fenômenos psíquicos acontecem onde houver sinceridade e merecimento. É por isso que há necessidade de que, quando estivermos em nossa religião, não façamos delas uma praça pública, conversando bobagens. Precisamos de uma comunhão de pensamentos equilibrados, para que os “médicos” da espiritualidade nos ajudem. Espíritos nobres, mentores espirituais, transitam no recinto da Casa Espírita, dos templos evangélicos e católicos. Nas instituições que promovam o bem, seja ela de qual religião for. Até não cristã. Fazem isso para nos ajudar a viver com menos dramas, causados por nossa incúria e irresponsabilidade.
Dê o seu "dízimo”, meu amigo. O bem que fazemos a alguém, primeiro nos faz bem. E a vida vai facilitar o seu caminhar, não porque você barganhou com Deus, enricando esses que se dizem seus representantes, mas sim porque a jurisdição divina, cuja lei maior é a de “causa e efeito”, vai te recompensar e “dar” à tua vida o equilíbrio necessário, para que vivas bem melhor, até o “rei", te chame para a prestação de contas, que é certa, no tempo certo, de cada um , que chega “ligeirinho, ligeirinho”.



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