Entre os países em que a Avon teria molhado a mão de servidores estão a China e o Brasil, revelam os repórteres Joe Palazzolo e Emily Glazer. O pedaço brasileiro da encrenca envolve a contratação de consultores que, valendo-se de subornos, teriam ajudado a empresa a livrar-se de pendências tributárias.
O tempo fechou para a Avon nos EUA porque vigora na terra de Barack Obama uma lei draconiana, a Lei das Práticas de Corrupção no Estrangeiro. Sujeita a punições severas as empresas que têm ações negociadas no mercado americano e que recorrem ao suborno nos negócios feitos no exterior.
A investigação já dura cinco anos. Além de macular a reputação da Avon, já custou à empresa US$ 280 milhões apenas em custos legais. A tentativa de fechar uma cordo com o Departamento de Justiça dos EUA é mencionada em documento submetido às autoridades americanas há dois dias.
O esforço para encerrar a pendência é patrocinado por Sheri McCoy, que assumiu o comando da Avon em 23 de abril. Vinda da Johnson & Johnson, a nova executiva tenta interromper um ciclo de desempenho declinante que já dura anos. Também há dois dias, a Avon divulgou os resultados que obteve no segundo trimestre de 2012: seus lucros (US$ 61,6 milhões) caíram 70%. Sua receita (US$ 2,6 bilhões) declinou 9%.



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