quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Hospital faz esclarecimento sobre atendimento a idoso e diz que não houve negligência

Diretora assegura que não houve omissão do hospital, mas diz que vai apurar possíveis falhas

Por Redação da Folha

A diretora do hospital de Itaporanga, Wilka Rodrigues, manteve contato com a redação da Folha (www.folhadovali.com.br) nesta quarta-feira, 15, para dizer que não procede a informação publicada neste jornal sobre uma possível negligência hospitalar com relação ao paciente Otávio José da Silva, de 91 anos, morador do sítio Jardim de Cima, município local.

Familiares do idoso denunciaram que o aposentado procurou o hospital na manhã do sábado, 12, com uma infecção intestinal e dor de cabeça, mas não foi atendido, retornando ao hospital horas depois quando desmaiou nas proximidades do antigo terminal rodoviário e foi socorrido por populares.

A diretora confirma que o idoso chegou ao hospital queixando-se de uma ofensa de comida, mas, segundo ela, no momento em que esteve no hospital pela primeira vez, ele não estava com diarreia nem reclamou de dor de cabeça, sintoma que o tinha acometido somente no dia anterior, de acordo com relato do próprio paciente feito à recepcionista, conforme Wilka.

Segundo Wilka Rodrigues, o hospital atende somente casos de urgência e emergência, e, como o quadro clínico do aposentado não se incluía nesses quesitos médicos, ele foi orientado a procurar um posto de saúde para ser atendido por um clínico geral. A diretora narra que, conforme soube por um familiar do idoso, ele chegou a procurar o Centro de Saúde da Prefeitura, que fica na Bela Vista, mas lá não havia médicos, embora dois estivessem escalados para dar plantão ambulatorial naquele dia.

Em função da idade avançada do paciente, a diretora admite que o médico plantonista do hospital poderia ter atendido o paciente, mas, como não se tratava de um caso de urgência, o idoso foi orientado a fazer uma consulta em um posto de saúde, que era o procedimento correto. Ela também esclareceu que o desmaio do idoso não foi provocado pela infecção intestinal, mas, possivelmente, pelo cansaço e o jejum. “Mas ele foi atendido, internado, e só deixou o hospital quando já estava recuperado”, comentou Wilka.

Uma outra queixa da família do idoso é que quando ele chegou ao hospital pela segunda vez, depois de ter desmaiado, a recepção exigiu documento para atendê-lo. Nos casos de urgência e emergência, a diretora disse que não é necessária a apresentação imediata do documento do paciente e prometeu apurar essa possível falha. “Aqui, quando o hospital erra, a gente assume o erro e procura se redimir, mas eu também não posso aceitar que os profissionais que fazem o hospital sejam denunciados injustamente”, disse a diretora, observando que o hospital “não brinca com saúde pública e sempre procura atender bem o paciente, até porque isso é uma obrigação do hospital e é o que mais a secretaria estadual de Saúde tem pedido: atender com dedicação e zelo todas as pessoas”.

A técnica que recebeu inicialmente o idoso também conversou com a Folha e disse que o aposentado chegou ao hospital aparentemente bem. “Ele disse que tinha sentido uma dor de cabeça no dia anterior, mas, naquele momento, não estava sentindo, nem apresentava diarreia, mas foi bem atendido e orientado a procurar um posto de saúde, mas, horas depois, voltou ao hospital trazido por pessoas dizendo que ele havia desmaiado na rua, mas, a partir daí, foi internado e só saiu do hospital depois de curado”, comentou a funcionária.

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