quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Juíza pede apuração de suposto crime eleitoral envolvendo terrenos da Prefeitura

Envolvidos no recebimento supostamente irregular dos lotes serão ouvidos pela polícia


Por Redação da Folha

Na manhã desta terça-feira, 7, depois de receber fotos e vídeo que mostram um suposto loteamento e doação irregular a particulares de um terreno da Prefeitura  de Itaporanga ao lado do terminal rodoviário, a juíza eleitoral Andréa Galdino pediu ao delegado Joáis Marques a apuração do fato, que pode se configurar como crime eleitoral, já que o atual prefeito, Djaci Brasileiro (PSDB), está em campanha pelo segundo mandato.

O delegado esteve no local e constatou que alguns lotes já estão em construção e outros demarcados. As primeiras informações indicam que na área estão sendo construídos quiosques para a venda de comida e bebida alcoólica, três dos quais, inclusive, já em funcionamento.

Algumas das pessoas que supostamente receberam os terrenos deverão ser ouvidas pelo delegado. Elas terão que dizer como e em que circunstâncias receberam os lotes. Se for provado que se trata de doação eleitoreira para beneficiar politicamente o gestor, ele poderá ter o seu registro de candidato cassado pela Justiça Eleitoral.

No local, segundo as imagens feitas pelo documentarista Paulo Rainério, é possível notar onze terrenos demarcados, dois em construção e três quiosques já prontos. Cada lote vale em torno de 10 mil reais, totalizando 160 mil, recurso suficiente para dar abrigo a algumas famílias sem moradia.

Conforme informações preliminares apuradas pela Folha (www.folhadovali.com.br), a Prefeitura alega que o local foi invadido, mas terá que provar isso documentalmente: se até agora não houve nenhum pedido formal do município requerendo a reintegração de posse da área, o argumento de invasão poderá não ser legitimado.

Pelo outro lado, se ocorreu realmente a invasão do terreno, as pessoas que têm lotes no local poderão ser processadas criminalmente.

Além de ser proibida pela lei eleitoral em função da atual campanha, a doação de terreno público municipal a qualquer beneficiário, seja pessoa física ou jurídica, precisa do aval da Câmara Municipal, conforme a Lei Orgânica do Município.  

Foto (Rainério): supostas doações podem configurar crime eleitoral.

0 comentários:

Postar um comentário