terça-feira, 7 de agosto de 2012

O PLEITO ELEITORAL DE OUTRORA e o vil metal

Por TITICO PEDRO

O Ano de 1986 foi de grande significado para a democracia brasileira, pois marcou o fim do período de exceção iniciado com a deflagração da Revolução de 31 de março de 1964 quando se instalou o governo de exceção, as forças armadas passaram a governar o País sob a imposição de um governo militar. Esse regime durou cerca de 20 anos. Os militares governavam sob pressão e aí dos que ousavam em desobedecer. Que o diga o nosso Jornalista e Escritor Paulo Conserva, trucidado e obrigado a se exilar nas ilhas cubanas, por um logo período, ausente dos familiares, amigos e da terra amada. É de se reportar o ano de 1986 quando administrava a terrinha o saudoso Dr. João Franco da Costa que se dizia vítima da politicagem para arrebatar-lhe oito meses da sua administração. Pois bem naquele ano aconteceram as eleições para escolha de Governadores e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, fruto da recuperação do regime democrático de direito em face do movimento das DIRETAS JÁ que tratou de um movimento de inciativa popular, a frente a juventude irreverente os conhecidos “Caras Pintadas” que encabeçaram um grande movimento apoiado por toda a organização social, os políticos de todas as ideologias, trabalhadores em geral, na praça pública, em 1985, pôs fim o regime militar decidindo-se que aquele ano sera o fim do regime e a última eleição indireta para Presidente da República. O ex-governador de Minas Gerais, Dr. Tancredo Neves, opsição ao governo militar, foi escolhido pelo movimento das diretas já para disputar esse último pleito que concorreu com o ex-governador de São Paulo, Deputado Paulo Maluf, do PDS, partido ligado à revolução. A eleição, repito, indireta mas o Dr. Tancredo fora o vencedor tamanha a vontade de mudança do povo brasileiro que influenciou o colégio eleitoral. Essa decisiva eleição deu vitória a Tancredo Neves que não chegou a ser diplomado presidente da república porque veio a óbito e lhe sucede o seu companheiro de chapa, vice-presidente José Sarney que governou a nação por cinco anos. O Presidente Sarney cumpriu todo cronograma traçado pelo movimento DIRETAS JÁ, inclusive de realizar a transição do regime ditatorial para a democracia plena e, em 1988, a Assembléia Nacional Constituinte elaborou e foi editada a NOVA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA promulgada em 05 de Outubro de 1988, pelo então Presidente do Congresso Nacional, Deputado Federal Ulisses Guimarães, que a denominou de CONSTITUIÇÃO CIDADÃ.

1988 culminou também com as eleições municipais de Itaporanga. Disputaram o pleito os candidatos WILL RODRIGUES, pelo extinto PFL, JOSÉ BARROS DE SOUSA, pelo PTB e Dr. Marleno Barros, por um dos partidos nanicos que é comum sempre aparecer e que não despertam a curiosidade de guardar na memória.
O pleito foi bastante competitivo pois o líder José Barros, vice-prefeito do Dr. João Franco, estava em evidência devido a esmagadora votação que havia obtido para o seu filho Eládio Barros que em 1986 disputara uma vaga à Assembleia Legislativa e batido de frente com o líder Deputado Soares Madruga que já em final de carreira teve uma votação bastante acanhada naquela que seria sua última cartada.

Os comícios realizados por Zé Barros causavam assombração ao concorrente mais próximo, Will Rodrigus. Nunca se via tanta gente tão entusiasmada como os seguidores de Zé Barros.

Não deu outra. O vil metal funcionou de tal maneira que Will obteve uma inesperada maioria de votos, foi recorde para aquela época. Mais de Um mil votos de diferenças. No fim de tudo, a análise dos observadores é que a multidão que acompanhava Zé Barros não passava de simples cobras d’água pois os que compareciam aos seus adjuntos eram todos de Igaraci, Caiana, Diamante e Serra Grande.

0 comentários:

Postar um comentário