segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A COMERCIALIZAÇÃO DOS FÁRMACOS

A COMERCIALIZAÇÃO DE FÁRMACOS
(José Assimário Pinto)


À parte, comentários que não me comovem, muito ao contrário, me causam pena, prossigo em louvar os dignos Itaporanguenses como um todo, e em particular aos que tive a grata satisfação de conhecer de perto, seguidamente descritos:

Manoel Bernardino – Nos idos anos de 1955, via Manoel montado em sua bicicleta nas ruas do vilarejo, aplicando a domicílio injeções prescritas por médicos da cidade, Dr. Balduíno de Carvalho, Dr. Manoel Maia e Dr. Djalma Leite, salvo engano.

Manoel foi um homem, e é ainda hoje, daqueles considerados de espírito forte, inteligência vivaz, que veio a ser casado com minha prima Eurídice Pinto (Tôta).

Trabalhador incansável, haveria de progredir na vida, mudando de ramo comercial de acordo com a procura de clientes na área de atividade que escolhesse.

Chegara até a expandir-se à cidade Paraibana de Guarabira, e hoje ainda detém um Posto de Combustíveis à saída da cidade de Itaporanga, cujo negócio é administrado pelos seus dignos filhos, que herdaram dos pais a coragem e a moral, e vêm aos poucos suplantando os problemas que a vida traz.

Homem de pertinácia e persistência, não é nenhuma surpresa que tenha galgado os píncaros da glória em sua vida já longeva.

Ainda criança, trabalhei como balconista de sua principal Farmácia, sem qualquer vínculo empregatício.

Tratava bem indistintamente a todos, e já como Advogado na década de 70 haveria de ser seu auxiliar na solução de problemas jurídicos, o que fiz com enorme prazer, tanto porque sabia da grande figura que servia quanto porque o seu direito era justo e bom, reconhecido pela própria Justiça.

Os filhos de Manoel, todos, são primos queridos, que deixo de nomear aqui e nem por isso, tenho certeza, não lhes causarei nenhum mal, pelo simples fato de não decliná-los aqui, neste momento.

Tôta, filha de Jardelino Pinto e Tia Mira, fora criada pelos meus avós Misa Paulo e Maria Carolina Pinto da Silva (Neném), habitantes da casa de pedra na Rua 05 de Agosto, que já citei anteriormente.

Era uma mulher linda, e ainda o é, em seus 86 anos de vida,cabelos brancos e prateados, encanecidos pelo tempo e viria ser minha madrinha de apresentação à Pia Batismal Católica Apostólica Romana.


Tenho assim, incomensurável respeito e admiração a esse casal.

Miguel era outro farmacêutico da época, cujo sobrenome não me vem a memória no momento, também fora um homem das mesmas qualidades do seu colega e até mais polido, posto que evidente a sua educação primorosa ao tratar com o seu semelhante.

Depois veio Chico, conhecido como Chico da mãozinha, sempre alegre e sorridente, dentre outros comerciantes do ramo, que evoluíram e contribuíram decisivamente para o progresso de nossa terra.

As tempestades da vida não alcançaram essa pessoas na luta por bem servir, e nem sei se todos ainda vivem.

Campina Grande, 06 de Novembro de 2013.

0 comentários:

Postar um comentário