Em novo episódio, prefeito decreta nulidade do certame depois de decisão da Justiça em favor de dezenas de concursados
A decisão do prefeito de anular o concurso ocorre depois que a Justiça determinou a posse de 119 candidatos nos cargos para os quais foram aprovados. As sucessivas decisões judiciais em favor dos concursados tiveram como base a ausência de provas das ilegalidades alegadas pelo prefeito. Conforme vários advogados consultados pela Folha (www.folhadovali.com.br), o decreto da Prefeitura não invalidade a medida judicial e os funcionários podem continuar trabalhando normalmente, sendo passível de penalidade quem, de algum meio, impedir o ingresso dos servidores em suas repartições.
Como o concurso está sub judice, o prefeito agora terá que convencer a Justiça de que as provas e evidências apresentadas no relatório da chamada Comissão do Processo Administrativo são suficientes para anulação do certame.
Toda a celeuma jurídica em torno do concurso surgiu ainda na gestão anterior: a primeira tentativa de anular o concurso foi da própria prefeita que o convocou: Vani Braga alunou o certame depois da prisão do proprietário da empresa Metta, acusado de fraude em um outro certame. A Justiça, no entanto, favoreceu os concursados e eles foram admitidos pela gestora no final do ano passado.
Mas quando a assumi a Prefeitura em janeiro deste ano, o prefeito Nilson, que é adversário político de sua antecessora, suspendeu as portarias dos servidores e abriu um processo administrativo, que só foi concluído agora e relata pela anulação do concurso, depois que grande parte dos concursados já está trabalhando por força da Justiça.



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