A Festa das Neves,que comemora o aniversário de fundação da cidade de João Pessoa, começou a morrer quando mataram a “Bagaceira”. Para os de fora, a “Bagaceira” era onde ficava a rafaméa, a pobreza, os tomadores de cachaça, os comedores de siri mole no coco, em suma, as raparigas, piniqueiras e jornalistas lisos.
Mas era ali onde residia a parte interessante da festa. Nas barracas toscas, cobertas com lonas de plástico preto, a boemia se esbaldava. Os trocados rendiam uma farra e tanto, ao contrário do que ocorria nos pavilhões granfinos, onde o sujeito era obrigado a pagar o luxo.
E depois,era bom demais mijar na calçada do Colégio das Neves, sabendo que no dia seguinte as mocinhas da alta sociedade iriam conviver com aquele cheiro forte saído de trouxas que elas somente suspeitavam existir, mas nunca tiveram o gosto de ver.
A festa nesta versão sem Bagaceira não presta. Um amontoado de barracas mal iluminadas, parques de diversão explorando a inocência de nossas crianças, comida ruim e cara, muito cara, daquelas de estourar o caroço do olho.
Se a festa for acontecer, como programado, este ano, reivindico desde já em nome dos boêmios, dos lisos, das quengas, dos jornalistas tomadores de cachaça e dos vendedores de siri mole a reabertura da “Bagaceira”. E que nunca mais se atrevam a acabar com ela.
O SUICIDA
Chico do Cigarro, figura bastante conhecida em Sousa,tentava pela quinta vez se eleger vereador, quando resolveu apelar:
Chico do Cigarro, figura bastante conhecida em Sousa,tentava pela quinta vez se eleger vereador, quando resolveu apelar:
-Meus amigos, se desta vez eu não for eleito, serei capaz de dar um tiro no ouvido”.
A multidão, então,respondeu em coro:
-Já morreu! Já morreu!
Blog do Tião



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