terça-feira, 12 de novembro de 2013

Prefeitura de Itaporanga quer reabrir antigo matadouro, mas moradores da área não querem

Matadouro está fechado pela Justiça há mais de dois anos 


Por Redação da FolhaA Prefeitura de Itaporanga está tentando reabrir provisoriamente o antigo matadouro público até a inauguração de um novo, mas tem encontrado forte resistência da população que reside na área onde está localizado o abatedouro municipal e até de alguns vereadores. O presidente da Câmara, Jacklino Porcino, chegou a dizer na última sessão do legislativo que está disposto a se juntar ao povo e impedir a reabertura. Já para o vereador Ricardo Pinto, "os que querem reabrir o matadouro agora são os mesmos que o fecharam através de denúncias".

O matadouro de Itaporanga foi fechado em 13 de abril de 2011 por determinação da Justiça, a pedido do Ministério Público (MP), em função de sua localização irregular, ou seja, dentro da área urbana, e suas precárias condições de funcionamento. Desde então, os marchantes locais encontram dificuldades para o abate e a produção de carne. O problema se agravou ainda mais nos últimos dois meses depois que eles foram impedidos de abater seus animais em Pedra Branca.

Com a promessa de construir um novo matadouro, a Prefeitura quer reabrir o antigo enquanto não conclui a obra, mas os moradores da área não querem a reativação do abatedouro em face dos problemas sanitários decorrentes do seu funcionamento, entre os quais dejetos, lixo e mau cheiro, além do risco à segurança pública em face do manejo de animais de grande porte no espaço urbano. A reativação temporária do equipamento de abate também deve custar, ao menos, 60 mil reais aos cofres municipais com reforma e instalações, o que muitos dizem ser dinheiro jogado fora.

Toda essa problemática que Itaporanga enfrenta hoje é resultado da falta de empenho do poder público no enfrentamento e resolução dos graves problemas locais. A Ação Civil Pública movida pelo MP contra o matadouro durou anos, período suficiente para a construção de um novo local de abate, mas a solução foi sendo adiada até o problema se transformar no caos de agora: trabalhadores sem lugar apropriado para exercer sua atividade e a saúde pública em risco pelo abate clandestino. 

Foto (arquivo): atividades no matadouro de Itaporanga no ano anterior ao seu fechamento.

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