sexta-feira, 8 de junho de 2012

Aniversário, estabilidade e efeitos do Plano Real


No próximo mês de julho de 2012, faz 18 anos que o Plano Real entrou em vigor. O Plano Real trouxe para o Brasil estabilidade econômica e pôs fim ao processo inflacionário que corroia o poder de compra do povo brasileiro e, com ele, acabaram muitos outros planos mal sucedidos aqui no Brasil, todos na tentativa de estabilizar a economia; ficou o Real.

A inflação, alta generalizada dos preços de cujo efeito é a desvalorização da moeda, atuava como um fator de empobrecimento da maioria dos brasileiros, pois parte (pequena parte) da população sobressaia depositando as suas reservas financeiras nos bancos para precaver da desvalorização da moeda na época. Só para relembrar, a título de exemplo, os três últimos meses que antecediam o Plano Real, tivemos inflação de 42,46%, 40,95% e 46,58% nessa ordem. Tempos difíceis aqueles.

Dada à globalização da economia, o Real já enfrentou muitas crises mundiais: Crise do México, Crise Asiática e Crise Russa. Recentemente, Crise do Crédito Americana e passa atualmente pela Crise do Euro em toda Europa.

Fiz estas considerações iniciais para comentar alguns fatores positivos de estabilidade econômica para o país, para o Brasil de uma forma geral e, em particular, para o Vale do Piancó no tocante a distribuição de renda. E, para enfatizar melhor, vamos considerar os programas sociais do governo federal, via bolsa família e outras bolsas, a manutenção do poder de compra do salário mínimo e os programas de créditos, como também, os investimentos em moradias, todos são responsáveis por fazer girar, usando um linguajar bem mais simples, a roda da economia.

Somente pelo o programa bolsa família, foram recebidos pela população carente do Vale em 2011, aproximadamente, 33,72 milhões. Dados estes obtidos do portal do governo federal: “portaldatransparencia.gov.br”, isto para os vinte municípios que compõem o Vale. Esse valor atende as necessidades básicas da população carente, faz com que essa população demande gêneros de primeiras necessidades como: alimentação, remédios e vestuários, em consequência, gera uma dinâmica para essas economias simples pela movimentação da cadeia produtiva local que puxa outras cadeias. São injeções de dinheiro em pequenos negócios como as feiras livres, pequenos açougues, mercearias, pequenas lojas, farmácias etc.

Por outro lado, a constante valorização do salário mínimo brasileiro injeta em todo Brasil uma expressiva quantidade de dinheiro, a exemplo do Vale do Piancó, que como os programas sociais, ela dinamiza as economias locais. Dado que grande parte das pessoas do Vale tem seus rendimentos referenciados no salário mínimo. A economia formal remunera os empregados com base no mínimo. São as lojas, as indústrias (quase inexistente), o setor da construção civil, os empregadores domésticos etc. Ainda, podemos acrescentar os segurados do INSS, estes responsáveis por grande massa recebedora de salário mínimo. O valor recebido, em salário mínimo, pelos segurados do INSS é muito expressivo no Vale também, a ponto de estimular fortemente o comércio local e como o ajuste do salário mínimo é feito anualmente com base na variação da inflação medida pelo INPC e na variação do PIB nacional anualmente, vamos ter, provavelmente, novas injeções monetária até 2023, segundo acordo feito em negociação em 2007 salvo fortuitos acontecimentos, pois o futuro é provável, dados os acontecimentos presentes.

O setor público: o estado, as prefeituras todas as entidades públicas, também, têm como referência para pagar seus funcionários em salário mínimo. Imaginem os funcionários do Estado, os funcionários das vinte prefeituras mais os funcionários federais que moram na região, todos ativam a economia local.Logo, toda tributação incidente sobre o consumo das pessoas faz impactar de forma positiva para o lado dos governos. Os governos faturam com arrecadação em cima do crescimento da economia de forma natural.

Em uma economia estável, abre margem aos investimentos. E temos investimentos no campo da construção civil, através do programa “Minha Casa Minha Vida” do governo federal. São diversas casas para serem construídas nos próximos anos, o que leva a diminuição do déficit habitacional no Vale do Piancó e, ainda, os bancos abrem financiamento para aquisição da casa própria como também de reformas em edificações financiadas. Com estabilidade, os bancos expandem políticas de créditos aos cidadãos.

Do lado do governo da Paraíba, o governo com boa gestão pode investir em melhorias de estradas, em abastecimento de água para população, em escolas etc.

Já as prefeituras, dada a uma gestão equilibrada de seu ente, podem criar, também, os próprios investimentos delas. Podemos citar melhoria dos prédios públicos, melhorias das estradas e das ruas, criar escolas, creches etc.

Com certeza, existem muitas dificuldades ainda e elas vão existir sempre, mas os tempos de hoje; são melhores que os dos últimos anos da década de 70, de toda década de 80 até o primeiro de julho de 1994.

Desejo que a inteligência brasileira crie novos paradigmas e que estes tomem como base a educação dos brasileiros, a ecologia e o bem estar. Que os governos do Brasil e todo povo brasileiro saibam aproveitar, ainda, a vida do Real.

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