DINHEIRO ESCONDIDO NA CALCINHA
Com essa onda de assalto
Ninguém pode confiar
Nem mesmo lugar pequeno
Tá conseguindo escapar
Os bandidos se uniram,
Estudaram, evoluiram
Tem até cooperativa
É o crime organizado
Fazendo medo a soldado
E a toda criatura viva.
De uma maneira agressiva
O crime se espalhou
Até mesmo em Cochichola
A bandidagem chegou
Seu Filomeno Barbosa
Todo ancho, todo prosa
Foi retirar um dinheiro
De uns bois que tinha vendido
E nem percebeu que o bandido
Da grana sentia o cheiro.
Seu Filó todo faceiro
Chamou a filha Corrinha,
"Vamos embora menina,
Que já é de manhãzinha
Vamos no banco tirar
O dinheiro de comprar
A ração dos animais,
Ligue o Jipe, vamos embora
Que eu só tô vendo a hora
De contar dez mil reais."
O assaltante sagaz
Seguiu Filó e a filha
Tinha planejado tudo
E notado na cartilha
Deixou o velho tirar
O dinheiro e contar
Sem susto e sem sobressalto
Quando entraram no carro
O ladrão deu um esparro
E anunciou o assalto.
O ladrão era bem alto
E cabeludo feito um ripe
Foi logo amedrontando,
"Quero o dinheiro e o Jipe"
Corrinha chega gelou
Por pouco não desmaiou
Quando viu o melianbte
Desceram do carro as pressas
E o ladrão sem ter conversas
Sumiu no Jipe possante.
Filó gritou delirante:
"Meu Deus do céu e agora
O ladrão levou meu Jipe
E no mesmo foi embora
Levou todo o meu dinheiro
E o carro estrangeiro
Que eu comprei no Paraguai
Como é que vai ficar?
Quem é que vai me salvar?
Dessa vez o mundo cai!"
Corrinha disse: "Papai,
Tenha calma por favor
O dinheiro tá aqui
Eu escondi pro senhor
Salvez a grana todinha
Botei dentro da calcinha
Tudo em nota de um real"
O véi contou o dinheiro
E apesar do mau cheiro
Salvou o seu capital.
"Eu achei muito legal"
Disse Filó a Corrinha,
Estou muito agradecido
Obrigado filha minha,
Mas se eu tivesse pensado
E nós tivesse combinado
Pra trabalhar em equipe
Agora eu estava sorrindo
A tua mãe tinha vindo
E tinha salvado o Jipe.
Áudio do Poema:
Este poema é de autoria do poeta declamador Iponax Vila Nova filho de Ivanildo Vila Nova. Um dos maiores repentistasvioleiro de todos os tempos. O áudio do poema é gravado na voz do poeta J. Sousa.




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