Meninos e meninas do Peti no dia de mobilização contra o trabalho infantil Por Redação da Folha
Manhã desta terça-feira, 12 de junho. No Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, meninos e meninas do Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) de Itaporanga saíram às ruas da cidade para lembrar a data e alertar a sociedade para esse grave problema.
Apesar do trabalho infantil ser crime, sendo proibido para menores de 16 anos, pelo menos 5 milhões de crianças no Brasil, muitas delas neste Vale, estão submetidas a trabalho forçados, degradantes, penosos e insalubres, comprometendo seu desenvolvimento físico, mental e educacional.
Em Itaporanga e no Vale, as cozinhas e a agricultura são as atividades que mais exploram mão de obra infantil. Muitas vezes essa exploração ocorre dentro da própria casa ou, em muitos casos, as crianças são obrigadas pelos próprios pais a trabalhar fora em atividades domésticas, lavagem de roupa, roçados, pedreiras e no transporte de produtos nos mercados e feiras livres. 
O 12 de junho foi instituído pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), entidade ligada a ONU (Organização das Nações Unidas), com a qual o Brasil assumiu um compromisso de acabar totalmente com o trabalho infantil até 2020.
O Peti de Itaporanga desenvolve diversas atividades contra o trabalho infantil, acolhendo cerca de 400 crianças em risco social. O programa é federal, gerido pela Secretaria Municipal de Ação Social e coordenado por Janailma Bezerra, com o apoio das orientadoras sociais Jerlândia da Silva, Josenaide Custódio, Welita Alves, Valquiria Nogueira e Silvana Diniz; os facilitadores Vando Rodrigues, Robson Wellington Ferreira; e equipe de apoio Maria Fátima, Joseane Soares, Amanda Clementino e Aldília Guimarães.
Para marcar a data, uma programação foi elaborada e teve o apoio da fundação humanitária José Francisco de Sousa. Além da caminhada, o evento contou com exposição fotográfica sobre trabalho infantil e as atividades de enfrentamento ao problema desenvolvidas pelo Peti, na noite da segunda-feira, 11, na Praça da Matriz, e também terá, nesta quarta-feira, 13, uma palestra ministrada pela promotora da Infância e Juventude, Maria do Socorro, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).
A grande mensagem deixada pelo evento é que lugar de criança é na escola, e trabalho é coisa de adulto. Qualquer denúncia contra o trabalho infantil pode ser feita nas delegacias policiais, Polícia Militar e conselhos tutelares.
Fotos: caminhada e roda de capoeira foram duas das atividadades denvolvidas.



0 comentários:
Postar um comentário