quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dimas. O Pequeno Grande Homem

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DIMAS. O Pequeno Grande Homem
(Reynollds Augusto)
Era assim que ele pedia para ser chamado. E era mesmo. Cheio de alegria, brincadeiras e um desportista fanático. Foi ele quem iniciou o movimento para que as arquibancadas do “Zezão” fossem construídas, na cidade de Itaporanga. Não chegou a ver sua aspiração concretizada e se tivesse visto, tinha ficado decepcionado. Mas, pior sem.
Torcedor fanático do “Mil réis”, de Itaporanga, defendia o “timão” até as ultimas conseqüências. Certa vez fora entrevistado pela TV Paraíba para opinar sobre quem seria o pior time do Brasil. O Mil Reís, de Itaporanga ou o Íbis Sport Club, da cidade de Paulista. Ficou chateado, mas, graças a Deus, o Íbis foi o campeão.
Outro dia estava de passagem marcada à Brasília, nossa Capital Política. Tinha contato com um desses deputados, fomentadores da ilusão e estava “certo” que viria de lá com a ordem de serviço às arquibancadas. Estava sem dinheiro para o lanche da viagem. Lembrou-se do seu primo legítimo, Emmanuel Euclaudino, servidor da justiça, na cidade de Itaporanga. Poderia contar com ele e com Cleudo, o seu cunhado. Pessoas de sua estima.
- “Mané”, já estou com a passagem comprada a Brasília. Só estou precisando do “Café”.
Emmanoel e Cleudo "chegaram juntos”, mas o "cabeção" não poderia passar o momento sem uma das suas.
- Emmanuel: Dimas eu dou o pacote de Café.


  - Cleudo: E eu dou o açúcar.


  - GRUUUUMMMM! (Muita faísca)
Estamos em um desses sábados, do mês de junho, da década de oitenta. É dia de festa, de feira, de movimentação, na nossa querida Itaporanga. Lá vai passando o “carro de boi”, que vem do Sítio Catolé, com o nosso inesquecível Antônio Pita, conduzindo. O ringir das grandes rodas, de madeira, provocam uma corrida da molecada à proximidade para “morcegar” e descer à rua, em cima da “carruagem”, até à casa do Grande Zé Bidô, pai do meu grande amigo de infância José Ronil. O barulho era terapêutico. A molecada se divertia muito por esses dias.
O dia de sábado sempre foi de festa. Muita gente nas ruas para fazer as suas feiras. A velha bodega do meu primo RAFAEL ARAUJO, era “point” de encontro da turma da zona rural, com seus cavalos, burros, jegues e tudo mais. Muito animado e quando coincidia com o dia 20, parecia arrastão de tanta gente que vinha à cidade dançar, sonhar. Também era dia de cultura, de gibis, de revistas, de visitar o imortal “DIMAS CLAUDINO”, primo legítimo do meu colega de trabalho EMMANOEL EUCLADINO, que tem uma história própria e grande de vida.
A banca de revistas do Dimas era ponto de encontro das crianças e adolescentes de antão. Os grandes “intelectuais” da época não deixavam de visitá-la. Vanduir Soares de Araujo Filho, Gutemberg, Ricardo de Rafael, que hoje é médico nos Estados Unidos, Marco de Chico Naro, um dos maiores desenhistas que conheci, o próprio Emanuel e outras figuras ilustres que o tempo não me ajuda a lembrar. Tex, Zorro, Tio Patinhas, revistas do Japão...
Lá ia eu, sorrateiramente, à direção das revistas mais intrigantes, Play Boy e outras...
_ Ei, “Demazim” ai tu não pode não.
Saudades do Dimas, o pequeno grande homem.
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.

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