Pouco tempo depois de cruzar os braços, eles retornaram ao trabalho motivados por uma promessa
Por Redação da Folha – Sem carteira assinada, sem 13º salário nem qualquer direito trabalhista e previdenciário, os garis de Conceição entraram em greve no começo do expediente dessa terça-feira, 3, mas a paralisação durou pouco: menos de uma hora. Não se tem notícias de greve tão curta aos arredores do mundo.
Quando a paralisação começou a repercutir, o prefeito Nilson Lacerda (PSDB) apareceu no alojamento e convenceu os trabalhadores a voltarem às suas atividades, segundo fontes oficiais. A limpeza urbana é terceirizada, e o gestor prometeu conversar com a empresa responsável pelo serviço e resolver o problema, garantindo os direitos trabalhistas dos garis, embora o drama dos trabalhadores já dure quase um ano.
Embora tente passar a imagem de que não tem nada a ver com o problema em face da limpeza urbana ser terceirizada, o prefeito é o principal responsável, uma vez que o poder público não pode contratar empresa que não cumpre a legislação e mantém seus trabalhadores em regime de semiescravidão, segundo atesta a oposição. Uma denúncia no Ministério Público ou na Delegacia Regional do Trabalho deve atingir o gestor em cheio.
Até o final deste mês, a Prefeitura de Conceição deverá repassar para a empresa Construnorte, responsável pela limpeza pública, quase 1, 2 milhão de reais.



0 comentários:
Postar um comentário