Ele conseguiu reformar a capela e vai passar o resto da vida cuidando do pequeno templo
Por Redação da Folha - Foi em uma capela humilde escondida pelo mato e em ruínas pelo abandono que Damião Miguel de Lima, de 52 anos, alcançou uma graça no final de 2011. O pequeno templo, dedicado a São Francisco, fica entre os sítios Exu e Terra Nova, município de Itaporanga, e foi erguido há mais de 70 anos em homenagem a uma criança que desapareceu no mato e morreu de fome e sede.
Morador da cidade e servidor de uma escola pública de Itaporanga, onde atua como vigilante, Damião Jurema, como é conhecido, diz que tinha um coágulo no ouvido e, depois de muito sacrifício na rede pública de saúde para conseguir o diagnóstico do seu problema, ouviu do médico que voltasse para casa porque não havia cura para sua enfermidade, mas ele não perdeu a fé e se manteve firme no propósito de se livrar da doença.
Damião conhece a capela desde a infância e sua devoção por São Francisco também é antiga. Motivado pela fé, foi ao local sagrado para ele e encontrou a graça da cura. Na romaria ao templo no final de 2011 já curado, percorreu um longo caminho de joelhos e prometeu também reformar a igreja e dedicá-la o resto de sua vida. Iniciava ali uma campanha de arrecadação financeira para a obra.
Durante mais de um ano e meio, ele disse ter arrecadado 30 mil reais em doações e tudo foi destinado à reforma da capela comunitária, que ficou pronta e foi festivamente reaberta no dia 6 de outubro deste ano com uma missa que atraiu centenas de fiéis. A reabertura da igreja foi um momento importante também para os moradores das comunidades envolta do templo que viram ressurgir um dos maiores símbolos de sua fé. Depois da reinauguração, aumentaram as visitações e as celebrações, uma delas será neste dia 28, quando dezenas de romeiros devem acorrer ao local para pagar promessas e fazer orações.
Mas Damião quer mais: ele agora pretende construir um abrigo para os romeiros, dois sanitários e uma casa para deposição dos ex-votos. Depois de tanta luta em prol da capela e seus muitos planos para ela, o devoto decidiu cuidar da igrejinha pelo resto de sua vida e tem um desejo: ser sepultado aos pés do pequeno templo. Foto: Damião em um dos momentos da celebração pela reabertura da capela.




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