1BERTO DE ALMEIDA
Não faz muito tempo disse aqui neste singular espaço Plural que o “Rei do brega” Reginaldo Rossi sabia fazer muito bem o seu trabalho. Em se tratando de brega, disse/escrevi nesse dia, Reginaldo Rossi era insuperável. Um craque.
Um dia o líder do Jaguaribe Carne, Pedro Osmar, me disse que gostaria mesmo era de fazer uma música como as que Reginaldo Rossi fazia. Tentava, insistia, deixaram de lado o seu histórico experimentalismo, mas não chegava nem perto.
A sua Raposa e as uvas o seu Garçom entraram para história da música brega do verde-amarelo e dessa história nunca mais sairão. Mas em respeito ao que ele me dissera um dia, faz tempo, nada de brega, tudo Música Popular Brasileira. O uso do “brega” é um tanto preconceituoso, disse-me nesse dia. Tinha razão.
A música que ele fazia era música popular na acepção maior da expressão: Música Popular Brasileira. Pois, afinal, por mais que se diga que Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, para ficarmos nesses dois, façam “música popular brasileira”, o que eles fazem nada tem nada de popular.
A música popular, a verdadeira, era a música de Reginaldo Rossi e de outros da mesma escola. Façam um teste com o "povão": Reginaldo Rossi ou Antonio Carlos Jobim? Reginaldo ou Chico Buarque? Se este escriba ouvia Reginaldo Rossi? Sem preconceito. Ouvia e continuarei ouvindo.
Ah, que a terra lhe caia sobre o rosto como suaves notas musicais!




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