O alerta é da fundação José Francisco de Sousa, que encaminhou ofícios nesta segunda-feira ao poder públcio pedindo providências
O fato é que poderá não chover, e, diante desse quadro de calamidade que se vislumbra, é preciso que as autoridades administrativas estaduais e municipais comecem a desenvolver um plano emergencial para abastecer a cidade em caso de colapso no fornecimento d’água pela Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) em função do esgotamento do açude, que se encontra no nível mais baixo desde que foi construído há quatro décadas.
Na manhã desta segunda-feira, 4, a fundação humanitária José Francisco de Sousa encaminhou ofícios à Cagepa e à Prefeitura alertando sobre a gravidade do problema e pedindo a realização de um plano emergencial para abastecer a cidade caso não ocorram as precipitações pluviométricas necessárias para aumentar o volume do açude, de onde também depende hoje grande parte da população rural em função da seca dos poços e dos pequenos reservatórios, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).
Na íntegra, o teor dos ofícios encaminhados à Cagepa e Prefeitura:
Ofícios 003 e 004/2013 Itaporanga, 04 de fevereiro de 2013
Senhor Prefeito/Senhor Gerente:
É fato que o açude de Cachoeira, que abastece a cidade de Itaporanga, alcançou um nível crítico em seu volume, hoje em torno de apenas 15% em função da estiagem, significando que, se não chover forte nos próximos 40 dias, o abastecimento d’água da zona urbana sofrerá um colapso sem precedentes, acarretando riscos à saúde e à sobrevivência digna dos quase 18 mil itaporanguenses que residem na cidade e dependem dos serviços da CAGEPA.
Diante deste quadro sombrio e agravado por previsões meteorológicas não favoráveis, a fundação humanitária José Francisco de Sousa requer o seguinte:
1 – Que seja desenvolvido um plano de abastecimento emergencial através de carros-pipa e perfuração de poços, para que, no caso de não ocorrerem chuvas suficientes no período já referido, a cidade não fique completamente sem água;
2 – Que aumente o racionamento nos domicílios residenciais e comerciais, e proíba a utilização d’água para construção civil e piscicultura neste período crítico;
3 – Que seja posta em prática imediatamente uma campanha pública na imprensa e nas escolas alertando as pessoas sobre a situação e sensibilizando-as para a necessidade de se economizar água ao extremo enquanto não chover suficientemente.
Certos de que nossos pleitos receberão a atenção necessária de Vossa Excelência/Vossa Senhoria, antecipadamente agradecemos.
José Francisco de Sousa Neto/Diretor-Presidente



1 comentários:
É uma calamidade.
Vocês que fazem o blog deviam registrar esse momento, maior seca que o açude enfrentou, através de fotos. No mais, parabéns pela matéria.
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