terça-feira, 10 de abril de 2012

Empresários têxteis de Itaporanga reclamam do prejuízo causado pelo governo e Prefeitura ao setor

Em vez de ajudar um dos setores que mais gera emprego e renda no município, o poder público procede ao contrário

Por Sousa Neto/Folha do Vale

Em 2011, o governador Ricardo Coutinho esteve em Itaporanga anunciando a criação de um polo têxtil no município, mas tudo não passou de uma jogada de marketing para se apropriar politicamente de uma obra que já existe e foi erguida puramente pela iniciativa privada, gerando hoje quase mil empregos diretos, segundo um dos empresários do ramo em contato com a Folha (www.folhadovali.com.br).

O governo não pode criar o que já existe, mas poderia garantir incentivos e investimentos para ampliar o setor, mas ocorre exatamente o contrário: até hoje nenhum benefício fiscal; a estrada por onde a produção é escoada para todo o país, na divisa Conceição/Ceará, encontra-se em precárias condições; alguns pequenos e médios empresários precisando de galpões, mas sem condições de adquiri-los.

A Cinep (Companhia de Desenvolvimento da Paraíba) até agora nenhum centavo ou incentivo destinou ao setor têxtil de Itaporanga. “Se o governo mandasse, pelo menos, tapar os buracos da estrada Conceição/Mauriti já estaria ajudando, mas nem isso faz”, disse um empresário do ramo, ao narrar também que paga 12 mil reais anualmente de aluguel por um galpão, recursos que poderiam ser destinados ao pagamento de um imóvel próprio se o governo abrisse uma linha de financiamento para o setor. “Ninguém quer nada de graça do governo; quer receber crédito e pagar o que foi tomado emprestado”, enfatizou.

Se o Governo do Estado não ajuda, a Prefeitura de Itaporanga faz pior: mesmo existindo uma lei que proíbe a cobrança de iluminação pública na zona rural, as tecelagens situadas no campo estão sendo taxadas ilegal e abusivamente pelo poder público municipal. Além disso, com a precariedade das estradas municipais, o acesso a esses empreendimentos têxteis e a saída da produção fica difícil e prejudicada. “Se a Prefeitura não nos oferece nada, poderíamos, pelos menos, não nos tirar o que não tem direito, no caso da contribuição da iluminação pública, e se cumprisse sua obrigação de passar uma máquina em uma estrada já estaria de bom tamanho”, comentou ainda o empresário.

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