quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O dia em que virei Clementino

Existe na Paraíba um Conselho Estadual dos Direitos Humanos que só reconhece direitos de presos, de bandidos e de quem é contra o Governo do Estado. Foi preso, bandido e adversário do Governo, recebe do Conselho total e irrestrita solidariedade, apoio incondicional e notinhas nas redes sociais.
As vezes os conselheiros elaboram notas de repúdio aos que não rezam em suas cartilhas sem ao menos se darem ao trabalho de revisar o texto ou verificarem se, no texto, existe alguma imperfeição.
Como fizeram nesta quarta-feira, na nota espalhada pela internet apoiando Procuradores do Estado que mantém querela com o Governo (como sempre) e repudiando aqueles que não entraram na onda dos protestos.
Eu entrei nesse meio. A pretexto de reprovarem atos que ainda não tomei à frente da Corregedoria Geral da PGE, os conselheiros mudaram até minhas origens. Em vez de Sebastião Florentino de Lucena, mudaram meu Florentino por Clementino e saiu lá na nota deles Sebastião Clementino de Lucena.
Não que o Clementino me incomode. Ao contrário, acho até bonitinho. Mas não fica bem pra mim abandonar o Florentino que minha mãe me deu com tanto carinho e assumir um Clementino nessa altura da vida.
Coincidentemente, a nota em que virei Clementino saiu no dia seguinte ao assassinato daquele pobre e jovem promotor. Os conselheiros esqueceram por completo o indigitado. Não dava letra de samba para eles, pois o importante é repudiar o Governo e quem se atreve a estar com ele. O promotor de Pernambuco nem conhecia Ricardo Coutinho e por isso não mereceu uma sílaba sequer do Conselho. Até porque, além de tudo, o homem da lei foi morto com 20 tiros por um bandido. E o Conselho Estadual dos Direitos Humanos já provou que está ao lado dos presos para o que der e vier.
Desinformados até a medula, os conselheiros ainda cometeram uma gafe arretada: disseram que o Procurador Geral e o Corregedor não são Procuradores de carreira. Primeiro, não tinham que dizer isso porque a lei permite ao governador nomear o Procurador Geral do Estado à sua livre escolha, desde que seja um advogado inscrito na OAB. Segundo porque eu, Sebastião Florentino de Lucena, aquele mesmo que os “bem informados” conselheiros chamaram de Clementino, sou Procurador de carreira sim senhor e sim senhora, com 26 anos de labuta diária na PGE e contemporâneo de ilustres figuras da carreira, a exemplo de Sanny Japiassu, a presidente da Aspas, de Solon Benevides, de Monica Figueiredo, de Venancio Medeiros, de Inaldo Leitão, de Ivan Burity, de Ricardo Lucena e de Ariano Wanderley, entre outros.
Fica patente, portanto, a desinformação, a má-fé e a ânsia de aparecer desses conselheiros. Por uma manchete dão a vida, embora as manchetes tenham rareado para eles nos últimos tempos. Os coleguinhas da imprensa já manjaram essas figuras e não estão mais dispostos a levantar as suas bolas murchas.
blog do tião

0 comentários:

Postar um comentário