Vivendo e Sentindo.
(Reynollds Augusto)
Eu gosto de observar a vida. Gosto de andar por aí, na minha moto, e apreciar os detalhes da região, do Vale do Piancó. A paisagem parece coisa de cinema. A visão, distorcida, de que o Sertão é somente, seco, feio é pura ótica desviada e puro preconceito, de quem não conhece e não sabe sentir a vida. Tem gente que olha, mas não vê. Isso tem a ver com maturidade.
A felicidade se encontra dos detalhes e na simplicidade. Quem não aprendeu a apreciar os detalhes da vida, passa pela vida e não viveu. A busca constante da felicidade é um engodo, pois ela não está ali ou acolá, ela está aqui, agora, basta percebê-la, ver “com os olhos de ver”, como disse Jesus, o mestre dos mestres.
O tempo presente é o melhor tempo, nada de passado, que passou; nada de futuro, que ainda virá. Viver os momentos com equilíbrio, tratando com os seus, sentindo, amando, dizendo"sensibilidades" é a melhor joia, pois a nossa companheira morte “anda nos rondando” e nós não sabemos o dia que ela vai nos convidar à dimensão espiritual. Saber disso é importante para que possamos viver com mais qualidade e não perder tempo com bobagens.
Esse negócio de dizer que o “salário do pecado é a morte” é balela. É preciso não ler, apenas, as letras bíblicas e extrair o significado real da assertiva. Realmente o pecado, o erro, as irresponsabilidades, matam os sonhos, os projetos. Mas a morte do corpo físico , faz parte da vida e ela liberta o espírito, imortal, para viver para sempre, sem morte alguma, pois o que morre, de verdade, são os corpos, que Deus nos empresta para que possamos dar passos, rumo à felicidade.
Para ver o reino de Deus, ou seja, para sentir a felicidade real é preciso aperfeiçoamento, esforço, aprendizado, comportamento. Nada de “graça”, a maior graça – e única- Deus já nos deu e é a vida. O resto é por nossa conta.
E essa partida chega tão rápido que parece até que vivemos um sonho. Alguns vivem pesadelos, pois optam pelas ilusões do caminho, até que possam retornar, novamente, para apreender a lição e “passar de ano”, para o ano seguinte, que será mais equilibrado ou não. E quando passarmos por “todas as séries”, que a nossa escola Planeta Terra permite, vamos para outras escolas, mais experimentadas, moradas de” alunos” conscientes, em outros mundos, mais felizes, com aprendizados mais bem elaborados, em que a felicidade é o salário do esforço, da consciência, da paz, da harmonia.
Há mundos em que o maior de nossos sábios seria, praticamente, um “analfabeto”. O que sei é que nada sei, disse um mestre da antiguidade.
É a profusão da vida, do universo material, sem falar no universo espiritual, a nossa verdadeira morada.
Passe de ano, meu amigo.
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.




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