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Zé do Agreste

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As Razões de Ariosvaldo Ferreira

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Atenção estudantes do Vale do Piancó

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Itaporanga: FPM e Fundeb

R$ 16 milhões de FPM e Fundeb em 2 anos e 11 meses da gestão Porcino

A exemplo do que ocorre com os demais municípios do Vale, os dois principais repasses regulares feitos pelo Ministério da Fazenda para Itaporanga são o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica). São essas, praticamente, as únicas fontes financeiras da prefeitura.

Durante os últimos dois anos e onze meses, período da atual gestão, comandada pelo prefeito Antônio Porcino (PMDB), as transferências de FPM e Fundeb para a prefeitura totalizaram 16,7 milhões de reais, de acordo com informações da Receita Federal.

Foram 13,6 milhões de FPM e 3,1 milhões de Fundeb, durante o atual governo municipal, cujo mês de melhor repasse em termos de Fundo de Participação foi dezembro de 2005, com 551 mil reais. Já o mês de menor transferência foi setembro do mesmo ano, quando o FPM totalizou apenas 280 mil reais.

Com relação ao Fundeb, o mês com o melhor registro de transferência foi maio deste ano, com 129 mil reais; enquanto que o pior mês foi setembro de 2005, quando o repasse foi de somente 70 mil reais.

Oposição opina sobre aplicação de recursos

Opinando sobre a aplicação dos recursos próprios do município oriundos do FPM e Fundeb, o vereador José Valeriano (PTB) diz que Itaporanga é um reflexo do que ocorre em todo o país: “não só em nosso município, mas no Brasil inteiro os recursos públicos não são bem aplicados, porque se fossem bem gastos dariam para as prefeituras construírem com recursos próprios, não grandes obras, mas pelo menos melhorariam a saúde e educação, que são áreas essenciais”, comenta o vereador, ao enfatizar que não tem visto obras realizadas em Itaporanga com dinheiro próprio na atual administração.

Recursos são insuficientes

O prefeito Antônio Porcino (PMDB) estima que mais da metade dos valores destinados regularmente ao município de Itaporanga não entra na conta da prefeitura porque é retida automaticamente pelo próprio Ministério da Fazenda para pagamento de INSS, Pasep e outros encargos impostos pelo governo federal, entre eles as deduções para a saúde e a educação.

“Somente de INSS são retirados automaticamente da conta da prefeitura quase 100 mil reais mensalmente, e o governo ainda tira 15% para a saúde e 15% para a educação a cada repasse, fora outros encargos, e o que sobra mal dá para suprir os gastos básicos da prefeitura”, comenta o prefeito, ao enfatizar que “para você ter uma idéia houve um mês em que foram destinados 400 mil reais para a prefeitura, mas somente pouco mais de 100 mil entraram na conta do município, ou seja, mais de 65% dos recursos ficam com o próprio governo federal”, comenta o prefeito, ao lamentar que muitas das críticas são feitas à sua administração injustamente e sem considerar a realidade financeira difícil por que passa o município, ou seja, são críticas sem conhecimento de causa, conforme ele.

De acordo com o prefeito, além das retiradas automáticas, a prefeitura tem uma série de outras despesas para manter a normalidade administrativa. “Somente com merenda escolar o município gasta, mensalmente, 25 mil reais, e recebe apenas pouco mais de seis mil do Ministério da Educação; também gasta 31 mil com transporte escolar e recebe menos de seis mil reais de contrapartida federal. Sem falar dos gastos das demais secretarias, entre elas saúde, infra-estrutura e ação social, e a folha de pagamento, que consome grande parte dos recursos. O fato é que o município tem muitas obrigações e poucos recursos”, enfatiza Porcino.

Apesar de tantos encargos e despesas, o prefeito diz que tem conseguido manter o salário do funcionalismo efetivo em dia e fazer alguns investimentos com recursos próprios. Ele cita a caixa d’água construída no Alto das Neves, o calçamento de ruas, a praça da alimentação e as várias obras de manutenção.

“Gostaria de ter muito mais obras com recursos próprios, mas tem mês que não sobra dinheiro nem para mandar consertar uma porta, apesar de toda a responsabilidade que temos no gasto do dinheiro público”, desabafa Porcino.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Entrevista

Para um estágio na FIP (Faculdades Integradas de Patos), todos teriam que fazer uma entrevista com uma pessoa que julgasse de destaque e entregar ao mestre Faubert, o audio e a transcrição da entrevista. Procurei várias vezes entrevistar Marlene Alves, a itaporanguense que foi a primeira mulher a assumir a reitoria da UEPB em seus 40 anos de hisatória, marcamos duas vezes, mas não nos foi possível.

O tempo passou e, ao encontrar com o professor, falai da impossibilidade de fazer a entrevista com a reitora e disse-lhe que faria com uma pessoa comum de Itaporanga. Flaubert, sem sombra de dúvida, o melhor professor da FIP, do tipo que adora criatividade, disse apenas: "Desenvolva o tema, confio em você". Resultado, Nota 9,0, a melhor dentre todas.

Resolvi então divulgar este trabalho que ao meu ver deveria ser chamado de Vultos da Nossa História (na próxima explico porque). Ei-lo, na integra:

De incomum ele tem apenas o nome: Esmerino (Mero, para os mais íntimos). Ele é o típico cidadão do interior paraibano.

Paulo Rainério

Filho de pais pobres, como a maioria da população sertaneja, Esmerino Lúcio dos Santos é o primogênito de uma dupla prole de oito irmãos. Nasceu no início do século passado e como foi criado na roça não teve estudo regular, mas, mesmo assim, é considerado o maior e melhor mestre carpinteiro (substituindo seu mestre e pai, José Lúcio dos Santos) da região polarizada por Itaporanga.

Mero, no pleno vigor de seus 84 anos de uma vida feliz, aposentado pelo antigo Funrural, passeia diariamente pelas ruas da cidade, de braços com a companheira de meio século de convivência harmoniosa. Um exemplo a ser seguido!PRB – Seu Esmerino, qual a data e local do seu nascimento?
Mero – Eu nasci no dia 20 de abril de 1923. Eu nasci no sítio.

PRBComo foi a sua infância?
Mero – Naquele tempo, os mais velhos sabem disso, era uma vida diferente da de hoje, a gente era criado como umas “coisinhas”, à vontade, brin- cando nu. Eu vesti calça com cinco anos de idade.

PRBCom quantos anos o Sr. perdeu a sua mãe?
Mero – Eu estava com seis anos deidade. Meu pai casou-se no vamente, pouco tempo depois, ou seja, pouco mais de um ano depois e daí eu e meus irmão fomos conviver com a nossa madrasta.

PRBComo era esse relacionamento?
Mero – O relacionamento com minha madrasta era o suficiente, não era tão bom, mais também não era dos mais ruins não. Eu como o mais velho, ajudei na criação de meus irmãos. Nós éramos oito, quatro da minha mãe e quatro da outra, mas meu pai nunca fez distinção entre os filhos, tratava a todos por igual.

PRBQual o seu grau de estudo?
Mero – Eu nunca fiz uma prova. Eu estudava com professor particular, aprendi a ler, escrever, à noite, na luz do candeeiro, pois não tínhamos tempo de estudar de dia; de dia, era o trabalho. Na escola da cidade eu passei poucos dias.

PRBO Sr. é considerado o melhor carpinteiro de todos os tempos, como o Sr. aprendeu esta profissão?
Mero – A profissão eu aprendi com meu pai. Eu fui criado na roça, trabalhando na roça e ele não acreditava em mim, ele pensava que eu não aprenderia nada, só servia para a roça; depois, quando apareceu muito serviço, ele disse: “vamos, pra ver se você aprende alguma coisa”; eu fui aprovado no primeiro dia. E daí pra cá eu não parei mais, fiquei trabalhando na roça e na profissão. Trabalhei 55 anos como carpinteiro e, mesmo depois de aposentado, trabalhei ainda 16 anos.

PRBNa sua época se casava muito cedo. O Sr. casou-se com quantos anos?
Mero – Eu me casei com 25 anos, nós tivemos 13 filhos, mais só dez sobreviveram. Meus filhos são quase todos formados, muitos deles são professores. Já faz 58 anos que eu me casei e ainda namoro, eu só saio pra passear se for com ela, se não for com ela, não me interessa ir. As vezes que sai só, foi a trabalho.

PRBNa época de seu nascimento para cá, fala-se em grandes secas, o Sr. deve ter vivido alguma. Diga como é sobreviver ao sofrimento de uma seca?
Mero – De 1932 pra cá eu passei por todas elas. Em 32 eu estava com nove anos. Meu pai nunca foi um homem de “fracasso”, ele era pobre mais muito cuidadoso, mais pra você ter idéia da situação nessa seca, a alimentação mais favorável que se tinha era a farinha. E nós escapávamos, não era nem com o pirão de farinha, era com o caldo de farinha. Mas escapamos, quando muita gente morreu. Já a seca de 42, foi grande também, mais o sofrimento foi menor, pois já aparecia mais alguma coisa pra se comer.

PRBJá que o Sr. falou em 1942, qual a lembrança que o senhor tem do tempo da Guerra?
Mero – Saber das notícias naquela época era muito difícil, aqui em Itaporanga, só tinha um rádio, na casa de seu Josué. Eu fiquei de fora da convocação, nesse período, eu estava trabalhando em Pernambuco e papai mandou me chamar, porque alguns colegas meus, da minha idade já tinham sido convocados, mas acabei ficando de fora. Algumas pessoas daqui chegaram a ir para a Itália.

PRBNa construção de Brasília, foi muita gente daqui de nossa cidade, o Sr. também foi?
Mero – Fui. Em 1960, mas eu trabalhei lá apenas quatro meses. Lá, trabalhando como carpin-teiro eu ganhava bem, umas cinco vezes o que ganhava aqui, mais por problemas na família, tive que voltar.

PRBUma certa vez, um irmão seu, formado, disse que o Sr. era o mais pobre de todos, mais ele daria o que tinha e trabalharia o resto da vida, para ter a felicidade que o Sr. tem. A que o Sr. atribui esse estado de graça?
Mero – Eu sou uma pessoa simples, um bom filho, um bom pai e um bom esposo. Eu tive essa felicidade. Vou completar em abril do próximo ano, 84 anos bem vividos, trabalhei muito, mas nunca reclamei, nunca me aborreci com o trabalho, é tanto que ainda hoje tenho saudade e, se não fosse aposentado, ainda estaria trabalhando.

PRBQue conselho Esmerino deixaria para os adolescentes de hoje?
Mero – Como eu sempre digo aos meus filhos: vejam o exemplo que tenho dado e sigam. Que cumpram os deveres como eu sempre cumpri.

PRBFala-se muito hoje em dia que estamos no fim do mundo, que antigamente era diferente... Qual o comparativo que o Sr. faz da década de 40 para o tempo de hoje?
Mero – No meu entender, eu não vejo diferença alguma. En- quanto temos as vantagens de hoje, antigamente se tinha a inocência e o amor era mais sincero que o atual. A vida hoje é muito mais fácil, mas o controle, a confiança que tinha- mos uns nos outros era maior; na minha época as pessoas confiavam mais, só bastava ser conhecido; hoje até dos próprios irmãos temos desconfiança, pois muitos querem mais do que merecem. A vida atualmente é uma maravilha, mesmo com a falta de segurança que temos agora. Eu já estou perto de morrer, mas vou com pena, pois vou deixar muita coisa boa.

PRBO Sr. fala muito que está no fim da vida, certo que já viveu além da expectativa de vida do brasileiro. Mas, com essa vitalidade, o Sr. ainda deve ter planos para o futuro, ou não?
Mero – Eu nunca tive limites. Minha vida pertence a Deus. Quando eu digo que estou perto de morrer é porque a idade está avançada, mais eu não tenho a mínima vontade de morrer agora, eu quero viver mais uns dias. Eu acho bom viver e agora mais ainda. Eu criei 10 filhos e nunca reclamei de nada, nem nunca pedi ajuda, nem a meu pai e graças a Deus estão todos bem, até meus netos já estão quase todos formados.

PRBBom seu Esmerino, muito obrigado por responder a essa entrevista. Realmente foi muito boa a nossa conversa.
Mero – Desculpe se eu não soube falar direito, o meu estudo foi muito pouco. É tanto que quando meu irmão mais novo se formou, os amigos falavam a papai, que ele devia ter me aproveitado, me botado pra estudar... Papai não sabia responder e eu falava por ele: - No nosso tempo, nos fomos trabalhar para arranjar meios de formar o nosso irmão mais novo*. Mas nem por isso eu fique triste, ainda hoje tenho alegria, pelo amor e pelas palavras que ele me deixou de lembrança.

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* O irmão mais novo de seu Esmerino, formado em Engenharia Elétrica, com pós-graduação na França, morreu com apenas 44 anos de idade.

Disputas territoriais no Vale do Piancó

Disputas territoriais envolvem localidades de nove municípios

A contagem da população realizada este ano pelo IBGE fez voltar à tona uma velha polêmica regional. A questão de limites territoriais entre municípios do Vale é um problema que já deveria ter sido resolvido há anos, mas somente agora alguns prefeitos mostram-se interessados em por fim, definitivamente, aos litígios.

As disputas territoriais envolvem diretamente 12 municípios e têm uma mesma origem: em todos os casos as áreas rurais disputadas são comunidades que pertencem oficialmente a um município, mas são assistidas, administrativamente, por outro.

Desde sua formação os sítios Jenipapeiro, Barro Branco, Riacho Fundo, Muzelo e Palha Amarela, onde vivem aproximadamente 400 pessoas, são assistidos em termos de saúde, educação e outros serviços públicos pela prefeitura de Piancó, mas pertencem, por direito, ao município de Coremas, tanto é que os habitantes dessas áreas foram incluídos na população coremense, embora sejam comunidades mantidas com recursos piancoenses.

Prejudicado por gastar com uma população que não lhe pertence, o município de Piancó reivindica a inclusão dessas áreas em seu território, mas dependerá da aprovação de um projeto de lei na Assembléia Legislativa determinando a ampliação do seu território.

E não é somente em direção a Coremas que Piancó pretende se expandir: o município também reivindica para o seu território a área que compreende o sítio Cabeludos, que hoje pertence a Igaracy, embora seus 250 moradores já considerem-se piancoenses.

“A prefeita Flávia Galdino tem demonstrado interesse pela inclusão desses sítios ao território piancoense e até já existe um projeto de lei tramitando na Assembléia neste sentido”, comenta Francisco de Assis Nóbrega, conhecido por Titico, coordenador do IBGE de Itaporanga.

Se, por um lado, Piancó luta para aumentar seu território e incluir quase 700 pessoas à sua população; por outro, corre o mesmo risco de Igaracy e Coremas, ou seja, poderá também perder terra e gente.

O sítio Casa Nova, embora pertença a Piancó, recebe assistência do poder público de Itaporanga, mas a prefeitura local não tem demonstrado interesse em resolver a questão.

Em um caso oposto, o sítio Capoeira faz parte do território de Itaporanga, mas é beneficiado por recursos do município de Pedra Branca, que poderá reivindicá-lo para seus domínios.

A mesma coisa ocorre com as localidades Carrapato e São Francisco, cujo número de moradores passa de 200, e, embora pertençam a Itaporanga, são beneficiadas pela administração pública de São José de Caiana.

Outras disputas

Boa Ventura e Curral Velho: os sítios Mundões, Queimadas, Roça de Cima e Laje são territórios curralvelhenses, mas o município boaventurense é quem beneficia essas localidades, e, por isso, luta para dominá-las legalmente.

Um projeto de lei já tramita na Assembléia com esse objetivo, conforme o prefeito Dudu Pinto, que está determinado a reaver a população perdida para Curral Velho no censo deste ano, quando os habitantes dos sítios em litígio foram contabilizados para o município curralvelhense.

Em um litígio anterior, o ex-prefeito Fábio Arruda recorreu à Justiça e conseguiu anexar ao território boaventurense o povoado Gomes, que desde sua fundação era dominado, alternadamente, por Pedra Branca e Boa Ventura.

Conceição e Ibiara: no sítio Brito vivem mais de 100 pessoas que se consideram conceiçoenses, mas, na verdade, pertencem a Ibiara e foram incluídas na população ibiarense, embora a localidade receba benefício da prefeitura de Conceição, que, inclusive, mantém na área um grupo escolar.

Aguiar e Igaracy: são oito comunidades rurais em litígio, entre as quais Aguiar Velho e Carnaúba. Quem beneficia essas localidades é a prefeitura aguiaense, mas, oficialmente, elas pertencem ao território de Igaracy, que poderá perder esses domínios.

A prefeitura de Aguiar trabalha para ter o domínio, por direito e definitivo, das áreas em disputa, porque, de fato, já beneficia essas comunidades.

Caiana e Serra Grande: a localidade rural Aguiar pertence a Serra Grande, mas sua administração é feita por São José de Caiana.

Caiana e Diamante: a prefeitura de São José de Caiana também administra territórios pertencentes a Diamante: são as localidades de Serra Grande, Lagoa da Telha e Chorão, onde vivem mais de 250 pessoas, mas, até o momento, o prefeito caianense, Gildivan Lopes, não demonstrou interesse em reivindicar as áreas para seus domínios.

Serra Grande e Bonito: o litígio envolve o sítio Nicó, que pertence a Bonito de Santa Fé, mas Serra Grande pleiteia a localidade por já assisti-la com os recursos públicos do município.

Santa Inês e Conceição: uma população estimada em 100 pessoas vive nos sítio Biró, Serra da Lagoa, Riacho do Meio e Guaribas. Localidades que pertencem a Conceição, mas é a prefeitura de Santa Inês quem gasta para levar os serviços públicos às comunidades. Por isso, poderá pleiteá-las para seus domínios.

Um litígio já resolvido

Uma das mais polêmicas disputas territoriais foi resolvida há quase dez anos sem precisar de tribunais nem uma nova lei. O povoado de Serra Branca e o sítio Mata de Maracujá pertenciam a Nova Olinda, mas eram reivindicados por Santana dos Garrotes, município que investia nas duas localidades.

Mas um acordo entre os dois prefeitos da época, João Raimundo, de Nova Olinda, e José Alencar, de Santana, pôs fim a disputa. O prefeito novolindense cedeu as duas comunidades para Santana dos Garrotes, que teve sua população e seu território aumentados expressivamente.

Um pleito legítimo

A reivindicação dos municípios que pleiteiam o aumento do seu território é legítima não apenas pelo fato dessas prefeituras já serem responsáveis pela assistência às comunidades disputadas, mas, também, por outro motivo e este ainda mais justo: “a maioria da população das áreas em litígio quer pertencer, legalmente, aos municípios que lhes dão assistência”, comenta Titico, ao enfatizar que é necessário uma solução urgente para essas questões territoriais e, para isso, conforme o coordenador, o IBGE de Itaporanga está de portas abertas para receber os prefeitos e discutir com eles solução para o problema.

O coordenador regional do IBGE entende que essas questões territoriais prejudicam, principalmente, a população. As pessoas ficam sem saber a que município, oficialmente, pertencem, e, muitas vezes, são prejudicadas ao requerer um documento pessoal ou um benefício do governo.

“Elas declaram residir em um município, quando, na verdade, moram em outro, e isso acarreta diversos transtornos para a população e termina dificultando também o trabalho do IBGE, já que muitas pessoas se recusam a responder ao censo por não querer pertencer ao município onde vivem”, argumenta Titico, ao relatar que outro problema advindo dos litígios territoriais diz respeito aos recursos públicos: as prefeituras recebem recursos para gastar com um número populacional determinado e terminam prejudicadas ao investir em comunidades sobre as quais não têm responsabilidade administrativa por não integrarem seu território.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Coluna de Isaías Teixeira

Estudante Nota 10

Ela poderia ser mais uma das adolescentes itaporanguenses perdidas nas tentações da sociedade local. Ela poderia ser mais uma garota de pais separados sendo consumida ferozmente pelo álcool e outras drogas. Ela poderia ser mais uma presa fácil de um aproveitador do sexo por sexo. Poderia ser mais uma vítima da gravidez indesejada ou das doenças sexualmente transmissíveis. Poderia ser uma eterna reclamante da vida, condenada à ignorância intelectual e à dependência alheia, mas a vida sorriu para ela, ou melhor, ela é que buscou o verdadeiro sentido de viver.

Malú Micilly (foto), de 17 anos, até parece nome e sobrenome de princesa, mas não o são. Por estas palavras responde uma rainha, a ‘Rainha do Diocesano’, a estudante Número 1 de Itaporanga e do Colégio Diocesano Dom João da Mata, um dos mais respeitados educandários do sertão paraibano. Dona de um currículo escolar invejável, Malú tem em casa a prova da competência: são inúmeras medalhas conquistadas por ela como melhor aluna da classe. E até a referenciada Fundação Roberto Marinho já lhe conferiu premiação: recebeu reconhecimento por um trabalho sobre células-tronco.

Enquanto muitas ‘patricinhas’ da idade dela vivem preocupadas com a próxima festa, com o próximo namorado, com a próxima roupa de marca, com o próximo fuxico, com a próxima mensagem ilusória do orkut, Malú mergulha nos estudos. E isso é que se pode dizer que se preocupa consigo mesma de verdade. Gasta em livros grande parte do dinheiro que pede à mãe. Desde quando começou a soletrar as primeiras letras no Colégio Monteiro Lobato, outro importante estabelecimento educacional da cidade, sempre manteve a primeira colocação na turma, o que lhe garantiu, em sete anos de Ginásio – agora está concluindo o ensino médio - gratuidade nos estudos. A paixão pelos livros começou na infância e não precisou de incentivo. A mãe Marcilene Porfírio não sabe explicar, mas deve ter sido amor à primeira vista. E, constantemente, todos os dias, ela os folheia com carinho, horas e horas. E quando os carrega pelas ruas os protege delicadamente como se fossem os mais perfeitos dos amores. Afinal é o futuro da aspirante à médica que está naquelas páginas.

Orgulho para a genitora, que amolece o coração quando fala do tesouro que tem em casa, o qual obteve, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, uma média que supera em quase 100% à nacional e está prestes a deixar a cidade para cursar uma faculdade, deixando Marcilene a lamentar por não poder acompanhá-la.Talvez até má orientada, a grande maioria dos jovens, infelizmente, não luta por um futuro sadio e se perde nas próprias irresponsabilidades. Na condição de imaturos para a vida,tropeçam nos seus atos e, muitos dos quais, não conseguem se levantar. Tarde demais para quem não aguou sua raiz adolescente e deixou fatores externos consumirem a mente. O futuro dessas pessoas só Deus sabe como será. O de Malú Micilly, no entanto, está sendo muito bem traçado por ela, e sobre este posso opinar que tem tudo para ser brilhante.

Prouni

Até o próximo dia 14 de dezembro. Este é o prazo para os estudantes que desejam se inscrever no Programa Universidade para Todos, do governo federal. As inscrições começaram no dia 26 de novembro e podem ser feitas através do sítio www.mec.gov.br.

Maconha

Um morador da cidade de Serra Grande, que não quis se identificar, procurou a redação da Folha para denunciar que, em sua cidade, a maconha está “dando no meio da canela”, como enfatiza.Conforme ele, a droga chega à cidade na madrugada, vindas de outros municípios, a exemplo de Sousa, opina ele, e é transportada em caminhonete. O denunciante solicita uma investigação da polícia no caso, mas lamenta que seus conterrâneos estejam sendo vítimas dos entorpecentes.

Festa da Padroeira

Termina neste sábado 8, com procissão pelas principais ruas de Itaporanga, a festa da padroeira do município, Nossa Senhora da Conceição. Todas as noites os católicos se deslocam à igreja matriz para prestigiar a Santa com as atividades programadas pela paróquia local. O bispo Dom José Gonzales Alonso retornará ao município para participar do encerramento do evento religioso. Ele também esteve na romaria ao Cristo Rei no final do mês passado, após passar cinco dias na cidade e região.

Política

As definições políticas em Itaporanga com vistas à sucessão municipal só deverão tomar direção a partir do dia 9 de janeiro de 2008 e início de maio. Daqui até lá é tempo suficiente para aparecer muitas surpresas.

Refletindo

Todos os animais, exceto o homem, sabem que a atividade principal da vida é desfrutá-la. (Samuel Butler)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A Índia e Suas Crenças

por Jesus Soares da Fonseca

A Índia, país asiático, é cheia de contraste. É uma Nação emergente com uma economia em ascensão, mas ao mesmo tempo, rica em crendices populares, crenças religiosas as mais diversas. Pois bem. No estado ou província de Jharkhand, situado no leste do País, o juiz de nome Sunil Kumar Singh, colocou anúncios nos jornais convocando dois deuses, de uma das várias crenças hindus, para ajudá-lo a resolver uma séria disputa de propriedade. Nos anúncios, ele solicita aos deuses Ram e Hanuman que compareçam pessoalmente ao Tribunal.

Esta convocação foi feita, terça feira próxima passada, depois que o magistrado, decepcionado, não recebeu respostas das diversas cartas endereçadas às divindades. Segundo o Correio, os envelopes foram devolvidos, por estarem com endereços incompletos.

Há 20 anos, aproximadamente, existe uma querela em torno de uma propriedade, de 5.000 metros quadrados (mais ou menos, um campo de futebol) onde estão situados dois templos, refúgios dos dois deuses, em pauta, muito adorados pela população local. Assim como aqui no Brasil, lá, na Índia há os tribunais de pequenas causas e o Juiz Singh preside um deles, na cidade de Dhanbad.

Um Sacerdote, de nome Manmohan Pathak, jura, por tudo que é sagrado, que o terreno é de sua propriedade, herança de seu avô que teria recebido de um Rei da localidade, porém os adoradores dos deuses afirmam que a propriedade pertence às divindades. Esta questão, aliás, já havia sido resolvida, em favor dos habitantes locais, seguidores dos deuses, há alguns atrás. Agora, o Sacerdote contestou o veredicto e a questão foi reaberta. Por isso o Juiz pede a complacência e compreensão de Ram e Hanuman, os deuses, para que eles compareçam, pessoalmente, ao Tribunal, para que a pendência seja, de vez, resolvida.

Seria de bom alvitre, O Senado Brasileiro pedir sugestões ao Juiz Singh, ou mesmo, fazer uma solicitação, por escrito, aos deuses Ram e Hanuman. Tenho certeza que suas pendências seriam resolvidas, a contento.

Entretanto, enquanto a pendência jurídica não se resolve, em outra parte da Índia uma cerimônia de casamento, à maneira hindu, se realizou com pompas e circunstâncias, não sei se com a composição de Mozart.

Selvakumar, um indiano de 33 anos de idade, de certa feita, praticou um ato indigno a um bom hindu. Ele matou dois cachorros, a pedrada, e os pendurou em uma árvore durante dias. Algum tempo depois do cruel ato, Selvakumar, segundo relato dele próprio, passou a sentir dormência e paralisia nos membros superiores e inferiores e, inclusive, foi acometido de surdez.

Sabe-se que no interior da Índia, principalmente, nas zonas rurais, o povo é chegado à superstição. Quando almejam um benefício, ou mesmo, querem afugentar maus presságios, maldições e coisas do gênero, eles organizam união de cães com outros animais. Foi com este pensamento que, Selvakumar, achando-se amaldiçoado pela morte bárbara dos cães, resolveu penitenciar-se e ao mesmo tempo redimir-se da culpa e remorso que o acompanhavam. Esta semana, desposou uma cadela em grande cerimônia religiosa, como única maneira de se livrar dos males que o atormentavam. A cadela foi brindada com bolos e outras guloseimas, vestiu um traje tradicional nos casamentos, na Índia. Uma coisa não se sabe, é se sua situação teve alguma melhora, pós casamento. Não consegui ver, na reportagem, se houve ou vai haver lua de mel.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

NOTÍCIAS ESTADUNIDENSES


por Jesus Soares da Fonseca

Quando eu era garoto, gostava de deleitar-me com as histórias orientais de fantasia, Ali-Babá e os 40 Ladrões, Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, etc, onde o imaginário substituía o real, através das mentes férteis do povo Árabe, rico em sua cultura e costume.


Hoje, lá na Terra de um povo que julga estar acima do resto da humanidade, as coisas se invertem, fazendo-nos parecer que entre o real e o imaginário não há fronteiras.

Trouble (ao lado com sua dona) é o nome de um cãozinho da raça maltês, de pelos brancos, bonito como muitos de sua espécie. Todavia, Trouble é diferenciado do restante de sua família por uma única razão. Trouble é milionário! Isto mesmo, milionário, dono de uma grande fortuna!


Leona Helmsley, milionária estadunidense, empresária do ramo de hotéis, além da fortuna que amealhava, era dona de Trouble, o cãozinho maltês. Pois bem, Leona morreu no dia 20 de agosto próximo passado, deixando a bagatela de 12 milhões de dólares, aproximadamente 20 Milhões de Reais, para seu Trouble. Imagine! A empresária, no seu testamento, não colocou um centavo, sequer, para netos, sobrinhos, irmãos ou outro qualquer familiar.


O sossego, agora, não mais acompanha o cãozinho. Na sua condição de milionário, Trouble vem recebendo ameaças de morte, dirigidas a seus guarda-costas, de 10 a 20 por dia. Há dois meses, aproximadamente, ele que morava, confortavelmente em uma mansão no estado de Connecticut, foi obrigado a se deslocar para outra residência de sua propriedade, no estado da Flórida, num vôo particular, segundo o The New York Post. Para que não fosse chamada a atenção, durante a viagem, seus agentes de segurança passaram a chamá-lo de Bauble em vez de Trouble.

O encarregado dos fundos do animal (não são aqueles embaixo da cauda, não, é dinheiro, mesmo), John Codey, afirma que os custos com Trouble chegam à casa de 300 mil dólares, por ano, incluindo, então, cuidados médicos, alimentação feita por uma cozinheira especial, equipe de seguranças, etc. Não consegui pesquisar, se com estudos, também, pois, talvez ele lata em inglês, quem sabe! Então, nestes últimos dias Trouble é mais famoso que o Presidente de seu País. Será que ele é a favor da guerra no Iraque?


Entretanto, Trouble quase que perde sua popularidade para um bichano, só não aconteceu porque o gato era pobre, não tinha dinheiro!

Na cidade de Bartlett, no estado do Tennessee, Estados unidos (sempre, lá) Uma Senhora ou Senhorita de 25 anos de nome Tabitha Cain gostava de alimentar, com freqüência, um gato vira-latas que vivia pela vizinhança. Certo dia, há 20 dias atrás, para seu desespero, o bichano surgiu com um pote enterrado na cabeça e, como ele era ou é um animal muito arisco, foram, em vão, as tentativas da família Cain em retirar o incômodo objeto que enfeitava a cabeça do pequeno felino. Semanas se passaram sem que Tabitha e família vissem o gato. Não sabiam do seu paradeiro, julgavam que ele havia morrido. Mas, eis um milagre estadunidense! Quarta feira passada, nosso herói surgiu para a família cain muito magro, andar vacilante, ainda com o pote na cabeça. Depois de muita trabalheira para retirar o adorno da cabeça do bichano, usaram óleo, retirando, assim, o pote que o enfeitara durante 19 dias. Lendo a notícia, imaginei que o tal pote fosse de aço ou outro metal qualquer, pois se de barro, era bastante quebrá-lo.
Aqui, no Brasil e no resto do mundo há o folclore que gato tem 7 vidas. Lá na terra do tudo é melhor, tudo é maior, gato tem 9 vidas. Veja o que falou Dorothea Cain, mãe de Tabhita Cain: - “Eu já ouvi falar que gato tivesse 9 vidas, mas acho que este tem 19!”.
Segundo o veterinário Gerald Blackburn, o gato, salvou-se devido ao seu excesso de peso.

Moral das histórias: Se você é estrangeiro e quer viver bem nos Estados Unidos, principalmente Latino, diga que é do gênero Canidae ou Felix.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Os Melhores do Ano

O premio "Os melhores do Ano - 2007", na categoria Hotel e Churrascaria foi concedido ao Hotel e Churrascaria Rainha do Vale. Escolha mais que justificada pois este empreendimento do casal Dilma Dantas e Marconi Costa, é o que existe de melhor no ramo hoteleiro em todo o Vale do Piancó.

Para aqueles que curtem uma boa música, nos fins de semana o Rainha do Vale sempre apresenta artistas locais e regionais, dando vez e voz aos músicos de nossa cidade.
O Hotel e Churrascaria Rainha do Vale fica situado a rua Elvídio de figueiredo, 61 (saída para Conceição) em Itaporanga - Paraíba. Informações e reservas pelo telefone (83) 6451-2644 ou pelo e-mail: dilmadantascosta@hotmail.com.
Dilma e Marconi recebendo a comenda