quinta-feira, 2 de maio de 2013

Morre um Grande Itaporanguense

Vitima de um infarto fulminante, no inicio da noite de hoje, 02, às 19h10, assistido por especialistas do Hospital São Camilo, na Pompéia em São Paulo, Antonio de Noêmia para os mais chegados ou Antonio Porcino Sobrinho, o filho de Chico e Noêmia  que deixou a aridez do sertão do Barrocão e foi vencer na vida e vencer a vida na selva da grande metrópole; a capital econômica do país.


Foi frentista, auxiliar de escritório onde, pouco a pouco foi galgando seu caminho até chegar a Fenepospreto e ser um sindicalista reconhecido não apenas no Sul Maravilha, mas no Brasil de ponta a ponta e nos gabinetes palacianos em Brasília e em muitos países mundo afora.


O moleque irrequieto, como conta seu irmão Zé Porcino, logo tratou de ir embora em buscas de novos horizontes, deixando tudo pra trás; parentes, família, amigos e o grande amigo e mentor Padre Zé. Fez-se homem, conquistou sua sobrevivência e casou-se com uma conterrânea de nome Madalena, com quem teve dois belos filhos, o Michel ainda solteiro e a Alessandra, que lhe deu dois fofos netinhos.

Vivendo em Sampa mas sempre ligado ao sertão e ao seu povo, basta saber onde Porcino atua ou tem influência, quantos e quantos conterrâneos do Vale do Piancó lá trabalham direta ou indiretamente, sem contar com as filiais destes sindicatos que cobrem o Brasil de Norte a Sul.

Faltava-lhe o incontido desejo de se tornar governante de sua terra, por esse motivo entrou de cara na política e logo foi eleito, no limiar do novo século, vice-prefeito na chapa encabeçada por José Will Rodrigues; mas ser vice era ficar em segundo plano. Rompeu com o seu prefeito e foi candidato contra, com uma campanha altamente estruturada e com um discurso arrebatador, teve a maior vitória da história política de Itaporanga em todos os tempos.

Fixou morada aqui na cidade juntamente com primeira dama a simpaticíssima Andréa Porcino que muito o ajudou no trato administrativo, social e principalmente no período em que ele mais precisou de uma companheira.

Por problemas graves de saúde, quando teve que passar quase noventa dias hospitalizado, sendo que 72 deles numa UTI, mesmo cambaleante, volta a Itaporanga na intenção de terminar aquilo que iniciara e com tanta garra e vontade, mas faltou-lhes forças e saúde, para poder terminar o governo como queria. Quis ser candidato a reeleição, mais sua saúde não o permitiu, ao menos, esta decisão tomar. Decidiu apoiar o atual prefeito, que não logrou êxito na campanha passada.

Totalmente recuperado resolve contrair novas núpcias, ultimamente, com aquela que ele dizia o grande amor da sua vida, pra quem compôs até música: Fabiana. O casamento foi no BNB Clube de Itaporanga para 

os amigos e os políticos itaporanguenses e paraibanos, inclusive seu amigo particular o Governado José Maranhão.

Nas últimas eleições, largou apoiando o seu antigo companheiro, mas de uma hora pra outra, em um rompante qualquer, passa a apoiar o candidato situacionista, sabe-se lá por qual motivo e vai até o fim, mas as duas derrotas consecutivas não o abateu, visando as próximas eleições, já mudou de partido, fez alianças e já ensaiava sua pré candidatura a deputado estadual em 2014. Isto depois de levar seu “Staf” para assistir a copa de pertinho.


Sempre gostou de ajudar a times, equipes e ao próprio Poeirão, que foi o primeiro dos últimos tempos, a ter sua ausência na abertura. Aos formandos, não importa de que grau ou instituição, nunca se negou a paraninfá-los e a nós que criamos o Festival Itaporanguense de Cultura e Arte –FICA -, sabemos que ele foi o primeiro e principal incentivador. Mesmo não estando aqui á época do evento, pudemos contar com o seu apoio e solidariedade. 

Obrigado Porcino!

Choram os artistas da terra, principalmente, aqueles que, através de mim, continuaste a ajudar!  Choram desconsoladamente todos os teus amigos mais íntimos! Choram em prantos os amigos que conquistavas dia a dia! Também choram, até aqueles que aproveitavam, mesmo sem necessidade, da sua benevolência! Choram, sem alarde, para que os outro não saibam, todos aqueles a quem ajudavas silenciosamente e só eles sabiam e uns poucos desconfiavam. Chorou até o tempo, durante quase todo o dia de ontem, como que a prenunciar a tua partida.

Vai com Deus Popó! Levanta o teu último voo, Pavão Misterioso! Outras paragens te esperam para receber o teu carinho e para que recebas o Teu Amor!

Na noite fria e calma de Itaporanga, 23 horas e 23 minutos do dia 02 de Abril de 2013.

O amigo Rainério

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