Em nome de MÃE BURREGO, a Itaporanguense do Século, eleita com larga maioria de votos em votação popular realizada em Itaporanga em 2001, com uma crônica escrita por Idelfonso Teixeira, nós do Portal do Vale queremos homenagear a todas as mães do mundo, especialmente as mães itaporanguenses e em especial a Dona Emília e Sandra, Delucia e sua mãe, Conceição e Ivanilda (mães dos outros meus dois filhos e a todas as mães amigas e parentes.
A PERSONALIDADE DO SÉCULO DE ITAPORANGA
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| Foto de Mãe Burrego fornecida por seu neto Agildo e retocada por Marcos |
A mãe de Itaporanga renasceu.
Itaporanga a abraçou, a afagou, a acalentou, fê-Ia um carinho, qual a uma filha que a muito estivesse sedenta do amor materno.
Mãe Burrego retornou. E perdida, e deslocada em meio a uma elite da qual jamais, em vida, fizera parte, venceu o poder com humildade, sobrepujou o dinheiro com o amor, a arma dos que trazem em si, a luz que ilumina a humanidade.
Não haverá festas, não haverá comemorações, não haverá pronunciamento de poderosos.
Qual em vida, Mãe Burrego, será somente a mãe de todos. Título maior não há, maior legado não se pôde doar a quem fez do amor, um evangelho e da vida, uma bandeira de solidariedade.
Foi escolhida dentre os filhos ilustres de Itaporanga, aquela que se cobrira com o manto da humildade. Qual diferente seria, e esta é a única tristeza que fica, se todos fossem vivos, se não fossem somente memória, se não fossem somente lembrança.
Se assim fora, se em vida dos candidatos, novamente o povo, que transformou as eleições numa espécie de feira vil das consciências humanas, escolheria o que lhe pudesse pagar, escolheria aquele que pudesse comprar, com o dinheiro que lhe pertence, o que desejasse.
E, por certo, se vivos fossem eles, Mãe Burrego, a mais humilde de todos, seria vencida pela conveniência dos eleitores, seria derrotada peia necessidade de uma gente que para alimentar o corpo, costuma repudiar a própria alma.
Não houve, nesta eleição o "Quem dá mais?", "Quanto vale o meu voto?", Não havia altos salários em jogo, não havia uma busca pelo poder, não havia, por parte dos candidatos, o desejo de satisfazer a auto-estima.
E quando não induzida, e quando não pressionada, a maioria sempre escolhe o melhor, sempre escolhe pelos ditames da própria consciência.
Se vivos todos fossem, com certeza, Mãe Burrego, a mais humilde, seria a menos votada. Se vivos todos, Mãe Burrego, a melhor, não seria sequer lembrada.
Foste, Mãe Burrego, vitoriosa quando viveste. És, Mãe Burrego, reconhecida após tua morte.
Não buscaste jamais durante tua existência a fortuna, que corrompe, não buscaste jamais, em vida, o teu bem-estar, igual às santas, buscaste sempre o bem do teu semelhante.
És santa minha mãe.
Sou filha tua, e, em qualquer posição que esteja meu corpo de rainha, meu espírito estará sempre de joelhos, adorando-te.
Sei que não me deixaste, estás, ao lado do Criador, abençoando-me a cada momento de minha vida.
Eis, minha mãe, a mensagem de tua filha querida, a que mais te ama. Eis, minha mãe, a mensagem de tua filha Misericórdia, a quem um dia deram em um novo batismo, o nome de Itaporanga.
Até o momento, só alguns fãs incondicionais da parteira preta e pobre, fizeram, falaram, ou escreveram, alguma coisa sobre ela, a exemplo desta belíssima crônica, deixada anonimamente, nos estúdios do programa Rádio Vivo. Onze anos já passaram e nem André Vilarim, Valterivan ou sequer Sousa Neto lembraram-se do prometido busto da parteira.
Mas nós através do FaceBook do Portal do Vale, iremos fazer uma campanha com os "filhos de Mãe Burrego" e no dia 09 de janeiro de 2015, no sesquicentenário da Rainha do Vale, iremos inaugurar o busto de nossa "MÃE BURREGO"




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