terça-feira, 10 de abril de 2012

SOGRA MORTA SEM ENTERRO

SOGRA MORTA SEM ENTERRO

Autor, Poeta J. Sousa
 
Um dia eu fui almoçar
Na casa de um irmão meu
E nem estava sabendo
Que a sogra dele morreu
Na hora que lá cheguei,
A ele cumprimentei
Ele me cumprimentou,
Abriu a porta eu entrei
Numa cadeira sentei
Depois que ele mandou.
  
Enquanto a esposa dele
O almoço preparava
Sentado frente a frente
Com ele eu conversava,
A esposa dele truxe
Um lanchinho de pão com doce
Com uma xícara de café,
E nós ia conversando
E o tempo se passando
Que a gente nem dava fé.
  
Quando bateu onze horas
A esposa dele botou
O almoço e pra almoçar
A nós dois logo chamou,
Ligeiro igual uma bala
Ele me levou pra sala
Aonde estava a comida
Eu começei a comer
Sentindo muito prazer
Porque tava bem cozida.
  
Terminada a refeição
Veio logo a sobre mesa
Doce de leite bem feito
E eu achei uma beleza,
Depois que eu comi o doce
A esposa dele trouxe
Um copo com água fria,
Depois que a água eu bebí
A ela agradecí,
Muito obrigado Maria.
  
Nisso eu fui pedi a ele
Para usar o banheiro
Ele foi me disse assim:
"Pode usar, companheiro,
Para o banheiro partí
E lá na cozinha ví
Numa mesa um caixão,"
Quando o caixão avistei
A ele eu perguntei,
Que é aquilo, meu irmão?
  
Ele foi me respondeu
Com um jeito de sacana:
"É minha sogra que morreu
Tá fazendo uma semana,
E assim que ela morreu
Eu peguei o corpo seu
E bem ligeiro salguei,
E depois dele salgado
Enrolei bem enrolado
E nesse caixão botei."
  
Aí eu vendo o caixão
Grande que só uma serra
Fui e perguntei a ele,
E por que tu não enterra?
Ele foi se levantou
E dessa forma falou
Sem gaguejo e sem boato:
"Pra ser sincero a você
Eu não enterrei porquê
Quem enterra merda é gato!"

Ouça o áudio:


Título do poema:
SOGRA MORTA SEM ENTERRO
Autor:
Poeta J. Sousa
Fone para contato:
96239379
E-mail, poetajsousa2010@hotmail.com

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