MARIA ESCOLHEU A MELHOR PARTE
(Reynollds Augusto)
Todos nós sabemos que a vida é feita de escolhas e escolher bem é imprescindível para que se conquiste a harmonia nos vários setores da vida. Quem escolhe mal, viverá mal e, por consequência, será menos feliz. Esse fenômeno é natural, é de ordem divina, pois a “semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”. (Jesus)
Escolher bem faz parte das buscas do espírito imortal que se é, e compreender que os valores do espírito são prioritários ás nossas vidas e fundamental para que possamos encontrar o equilíbrio, que perseguimos. Os sistemas, filosofias, preceitos, que a humanidade descobriu, não tem nada de novo, quando comparamos com a mensagem pricipiológica do Cristo. Retidão, dignidade, honradez, ética... São incrementos estabelecidos pela verdade de Jesus, que em muitas vezes se encontram por trás da letra, que mata. Infelizmente os religiosos distorceram a mensagem primitiva, originária do Cristo, criando bobagens, acessórios inúteis, que o homem de razão, quando se depara com os preceitos da maioria das religiões, pode ser tornar até ateu. As fórmulas, os dogmas, os ritos, agonizam a proposta de vida simples de Jesus.
Se eu não tivesse encontrado a Doutrina Espírita seria mais um desses ateus. Ou, como Voltaire, disse:
“Eu não creio no Deus que os homens criaram e sim no Deus que criou os homens”
Há dois grupos de estudos que não perco de jeito nenhum na casa espírita, que é um a espécie de universidade do saber humano. Um é o encontro que temos todas as quintas no Centro Espírita Jesus de Nazaré de Itaporanga, com Jesus e Joana. O outro é o estudo do evangelho segundo o espiritismo, em boa ventura, pelas 19 horas dos domingos. Muito significativo à vida de cada um e nos traz satisfação, equilíbrio e harmonia íntima.
O estudo de ontem foi muito eficiente e nos “rendeu” um belo bate-papo, com experiência pontuais de cada um. A mensagem foi do Adolfo, Bisbo de Argel, em 1862.
Parece que foi escrita ontem:
“Homens, por que vos queixais das calamidades que vós mesmos amontoastes sobre as vossas cabeças? Desprezastes a santa e divina moral do Cristo; não vos espanteis, pois, de que a taça da iniquidade haja transbordado de todos os lados.
Generaliza-se o mal-estar. A quem inculpar, senão a vós que incessantemente procurais esmagar-vos uns aos outros? Não podeis ser felizes, sem mútua benevolência; mas, como pode a benevolência coexistir com o orgulho? O orgulho, eis a fonte de todos os vossos males. Aplicai-vos, portanto, em destruí-lo, se não lhe quiserdes perpetuar as funestas consequências. Um único meio se vos oferece para isso, mas infalível: tomardes para regra invariável do vosso proceder a lei do Cristo, lei que tendes repelido ou falseado em sua interpretação. Por que haveis de ter em maior estima o que brilha e encanta os olhos, do que o que toca o coração? Por que fazeis do vício na opulência objeto das vossas adulações, ao passo que desdenhais do verdadeiro mérito na obscuridade? Apresente-se em qualquer parte um rico debochado, perdido de corpo e alma, e todas as portas se lhe abrem, todas as atenções são para ele, enquanto ao homem de bem, que vive do seu trabalho, mal se dignam todos de saudá-lo com ar de proteção. Quando a consideração dispensada aos outros se mede pelo ouro que possuem ou pelo nome de que usam, que interesse podem eles ter em se corrigirem de seus defeitos?
Dar-se-ia o inverso, se a opinião geral fustigasse o vicio dourado, tanto quanto o vicio em andrajos; mas, o orgulho se mostra indulgente para com tudo o que o lisonjeia. Século de cupidez e de dinheiro, dizeis. Sem dúvida; mas por que deixastes que as necessidades materiais sobrepujassem o bom senso e a razão? Por que há de cada um querer elevar-se acima de seu irmão? Desse fato sofre hoje a sociedade as conseqüências.
Não esqueçais que tal estado de coisas é sempre sinal certo de decadência moral. Quando o orgulho chega ao extremo, tem-se um indicio de queda próxima, porquanto Deus nunca deixa de “castigar” os soberbos. Se por vezes consente que eles subam, é para lhes dar tempo a reflexão e a que se emendem, sob os golpes que de quando em quando lhes desfere no orgulho para os advertir. Mas, em lugar de se humilharem, eles se revoltam. Então, cheia a medida, Deus os abate completamente e tanto mais horrível lhes é a queda, quanto mais alto hajam subido.
Pobre raça humana, cujo egoísmo corrompeu todas as sendas, toma novamente coragem, apesar de tudo. Em sua misericórdia infinita, Deus te envia poderoso remédio para os teus males, um inesperado socorro à tua miséria. Abre os olhos à luz: aqui estão as almas dos que já não vivem na Terra e que te vêm chamar ao cumprimento dos deveres reais. Eles te dirão, com a autoridade da experiência, quanto às vaidades e as grandezas da vossa passageira existência são mesquinhas a par da eternidade. Dir-te-ão que, lá, o maior é aquele que haja sido o mais humilde entre os pequenos deste mundo; que aquele que mais amou os seus irmãos será também o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da sua autoridade, ver-se-ão reduzidos a obedecer aos seus servos; que, finalmente, a humildade e a caridade, irmãs que andam sempre de mãos dadas, são os meios mais eficazes de se obter graça diante do Eterno. - Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1862.)
Vamos fazer como Maria: Escolher a melhor parte.
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.
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