Um Poeta Solitário de Rua
(Reynollds Augusto)
Confesso a vocês que não tenho muito tempo disponível para assistir jornais televisivos e se for policial, nem pensar. Esses evidenciam os equívocos humanos e as informações são potencializadas pelo sensacionalismo sufocante. Tem-se a impressão que a vida social é um caos e isso é uma meia verdade. O bem diário, constante, de muitos setores sociais dificilmente é objeto de matéria jornalística. Geralmente as notícias são as mesmas, extraídas das mesmas agências de notícias e temos a sensação de que estamos ouvindo uma “radiola” engasgada. O que muda são as interpretações dos apresentadores.
Só há dois noticiários que não costume perder que são: o BOM DIA BRASIL, e o JORNAL DO SBT, à noite, apresentado pelos inteligentes Joseval Peixoto e a destemida paraibana Rachel Sherazade. Os dois caíram de mão cheia à apresentação do televisivo da emissora do SÍLVIO SANTOS e a grandeza dos comentários do JOSIVAL só perde para os lúcidos comentários da inteligente paraibana Rachel.
São poucas as matérias eficientes, que têm aquele olhar clínico do repórter, produzindo sensação de alegria, mostrando que, mesmo com as nossas adversidades, podemos, sonhar e ser felizes e o mais importante que a felicidade não depende de coisas e sim da forma como encaramos a vida diversa.
Ontem, eu me emocionei com a história de um homem de rua, sujo, peralambulante, maltrapilho, mas um exímio poeta da vida. Ele se chama RAIMUNDO ARRUDA SOBRINHO, morador de rua em São Paulo. Passava os dias escrevendo inteligentes poesias e foi através dos seus poemas que ele foi encontrado pela família depois de quase três décadas desaparecido.
Uma matéria boa de ser apreciada nos mostrando que os dramas humanos não estão à mercê dos impositivos da vida, pois a jurisdição divina é de amor e como ele cobre uma multidão de pecados, os nossos compromissos serão sempre minimizados pelo nosso esforço sincero de transformação. O acaso é algo que não acontece na existência, pois “a cada um segundo as suas obras”. O bom é saber que no final, que não existe, pois somos seres imortais, encontraremos a felicidade. Não essa que elegemos com base nas aquisições materiais, impermanente, mentirosa, mas sim, a interior que levamos para onde formos, estando aqui, encarnados ou desencarnados, no mundo espiritual, a nossa verdadeira casa.
Vale relembrar os comentários do Josival:
“... Vamos para o outro lado da vida. Mostramos aqui hoje o poeta solitário, da Pedroso de Morais, RAIMUNDO ARRUDA SOBRINHO. Está de volta no seio da família em Goiás. Por trinta anos esteve escrevendo verso sobre o nada ou, como ele próprio diz, com qualquer bobagem que o excitasse a sua modéstia. Nessa modéstia Raimundo ás vezes é profundo:“Andar pelo sem fim interior- Catar da geometria todas as tintas que ela consumiu. Ou então: “Sou industrial, mas produzir o que? Sonho para que? Vender a cabeça da noite?
São versos soltos, sem rimas. Mas, rima pra que? Perguntava Drummond.
“Mundo, vasto mundo, se eu me chamasse RAIMUNDO, seria uma rima. Mas não seria uma solução.
Raimundo , ao contrário redescobriu o seu caminho e vai publicar um livro,com seus versos, que encontrou a solução.
Não seja besta de perder...
Vale refletir em torno do belíssimo comentário da paraibana apresentadora:
... FANTÁSTICA. A estória da moça que viu alem do preconceito e descobriu num morador de rua um poeta inspirador. Coisa rara no nosso mundinho de aparências, onde a essência é um mero detalhe. Onde julgamos todos pelos títulos,belos bens, pelas roupas de grife,onde perdemos tempo querendo parecer o que não somos,para sermos aceitos pelo que não temos.
Dizem que o líder Mahatma Gandhi, que andava no meio dos pobres foi convidado a uma festa de uma autoridade na Índia. Apresentou-se com a simplicidade de sempre, usando uma tanga. Então foi barrado na porta da festa. Mais tarde, Gandhi teria mandado ao anfitrião, uma caixa e um recado:
“Pelas minhas vestes, não me permitiram entrar”. Mas se é a roupa que vale, eu envio o meu terno.
PARABENS JOSIVAL.
PARABENS RACHEL
PARABENS SBT.
ESPIE:
http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/31942/Mendigo-poeta-reencontra-familia-com-a-ajuda-dos-versos-.html




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